Infraestrutura
Fraca procura de casas preocupa intermediários
Nos últimos anos, o mercado imobiliário em Angola tem crescido de forma substancial, fruto das políticas que o Executivo angolano tem estado a implementar, o que está a provocar o surgimento de diversos projectos habitacionais.
Nos últimos anos, o mercado imobiliário em Angola tem crescido de forma substancial, fruto das políticas que o Executivo angolano tem estado a implementar, o que está a provocar o surgimento de diversos projectos habitacionais.Avaliação imobiliária
Um estudo de “Mercado imobiliário” realizado pela empresa de consultoria e avaliações imobiliárias “Proprime” avança que, o sector encontra-se actualmente com uma nova dinâmica, maior profissionalização dos “players” e de entidades.
Este novo dinamismo está motivado também com as políticas do Governo no sector, com a criação de mecanismos e programas que, por um lado, atentam no desenvolvimento económico e social do país e, por outro, permitem satisfazer as necessidades da população no acesso à habitação.
De acordo com a Proprime, outro factor responsável por esta mudança de paradigma no mercado imobiliário angolano é a emergência da classe média.
Nas zonas como o centro da cidade de Luanda, Lar do Patriota e Talatona, os preços das habitações de tipologia T2 ainda ultrapassam um milhão de dólares, preços suportados apenas para classes média-alta e alta.
No entanto, começam a surgir agora diversos projectos destinados às classes com rendimento mais baixo, como por exemplo na zona do Camama ou de Viana, onde um apartamento de tipologia T2 chega a custar cerca de 200 mil dólares.
Estudos confirmam que a emergência da classe média está a mudar o panorama do sector imobiliário em Angola, sem, no entanto, alterar o facto de a habitação na Baixa de Luanda continuar a manter preços não comportáveis para a classe média.
Em Luanda, a criação das novas centralidades como o Kilamba, Cacuaco, Zango, entre outros, bem como a requalificação dos municípios do Cazenga e Sambizanga são exemplos de empreendimentos dirigidos a consumidores da classe mais baixa.
As centralidades são “um exemplo urbanístico” impulsionado pela estratégia habitacional do Governo, à qual se juntou, depois, o investimento privado. O preço praticado ronda os 2.000 dólares por metro quadrado. Não é para todos os bolsos mas, ainda assim, representa uma redução de cinquenta por cento face a Talatona.
Neste contexto, e como consequência desta realidade, de uma forma geral, os preços das casas tanto para compra como para arrendar baixaram de forma significativa, em relação aos anos anteriores, principalmente em 2008, onde tudo se vendia a qualquer preço.