Infraestrutura

Enana prevê alargar rede aeroportuária

O programa de construção e reabilitação da rede aeroportuária do país, iniciado em 2006, tem apresentado resultados positivos, apesar da situação financeira e económica actual.

O programa de construção e reabilitação da rede aeroportuária do país, iniciado em 2006, tem apresentado resultados positivos, apesar da situação financeira e económica actual.

Segundo um documento da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea de Angola (ENANA-EP), a que o JE teve acesso, prevê-se desenvolver vários projectos estruturantes, com vista a incrementar as receitas da empresa pública.

O projecto contempla a construção de terminais de carga, bem como o negócio “non-aviation” e aumentar a eficiência e eficácia na nossa prestação de serviço, de modo a “sermos uma empresa de referência em África”.

Para isso, está prevista a construção de um novo aeroporto em Mbanza Congo, na província do Zaire, além da reabilitação dos aeródromos de Mavinga e Jamba, na província do Cuando Cubango, Negage (Uíge) e Cahama (Cunene).

o projecto prevê ainda a conservação e manutenção das infra-estruturas já reabilitadas, aproveitamento dos terrenos adjacentes aos aeroportos para desenvolvimento do negócio extra aeronáutico, principalmente no Soyo (Zaire), Luena (Moxico), Saurimo (Lunda Sul), Uíge e Huambo.

Projectos estruturantes
Consta igualmente das prioridades da empresa publica, para os próximos anos, a homologação e certificação dos aeroportos, conclusão das obras do novo aeroporto internacional de Luanda, as obras de reforço e ampliação da área de manobra do aeroporto do Dundo, com realce para a ampliação e alargamento da pista dos caminhos de circulação, regularização da faixa e vedação.

Conta ainda das acções, a ampliação do terminal do aeroporto de Ondjiva (Cunene), construção e ampliação do novo terminal de passageiros do aeroporto de Cabinda e ampliação da placa de estacionamento de aeronaves, bem como a construção de um novo terminal do aeroporto do Cuíto (Bié).

A rede aeroportuária de Angola é extensa, sendo que actualmente a Enana controla e explora 23 aeroportos e aeródromos comerciais, sendo que a maioria deles foi projectada e construída há mais de 40 anos.

A fonte sustenta que, em 2006, apenas seis aeroportos domésticos (Cabinda, Catumbela, Luanda, Lubango, Namibe e Ondjiva) apresentavam condições nos pavimentos (pista, caminhos de circulação e plataformas de estacionamento) para a operação da Boeing 737-700w.

O mercado conta com quatro categorias de aeroportos e aeródromos, sendo que de primeira só o de Luanda, de segunda Cabinda, Catumbela, Huambo, Lubango, Luena, Ondjiva e Soyo, de terceira Benguela, Dundo, Kuíto, Menongue, Namibe, Saurimo Malange, Uíge, Mbanza Congo, Ndalatando e Sumbe.

Na quarta categoria, estão os aeródromos do Ambriz, Andulo, Bailundo, Cafunfo, Cahama, Damba, Kangandala, Cuito Cuanavale, Maquela do Zombo, Mavinga, Nzeto, Porto Amboim, Xangongo e Waco-Kungo.

Operacionalização
Os aeroportos que recebem voos domésticos são os de Cabinda (também no período nocturno), Soyo, Saurimo, Malange, Huambo, Lubango (nocturno), Namibe (nocturno), Cuíto, Luena, Ondjiva, Menongue e Catumbela (nocturno).

Já o Lubango, Ondjiva e Cabinda recebem voos regionais. As infra-estruturas aeroportuárias que podem receber aeronaves do tipo B737-700 são do Uíge e do Luau.

No âmbito da reabilitação, foi definido que o lado terra dos aeroportos, os terminais de passageiros e instalações de apoio deveriam ser projectados e construídos para 400 passageiros na hora pico, em média (200 a embarcar e 200 a desembarcar).

No mercado, cerca de 15 aeroportos estão geométrica e estruturalmente preparados para receber aeronaves do tipo B737-
-700w e 17 aeroportos apresentam bom nível de serviços, comodidade, conforto, fluxos de passageiros e bagagens.

Nos últimos dois anos, foram transportados no subsector aéreo cerca de 3.759.071 (em 2013) e 4.302.450 (em 2014), numa altura em que de 2006 a 2014 foram transportados 34.102.866 passageiros.

Foram também criados vários postos de trabalho, bem como criadas possibilidades de integração de novos operadores no mercado, além de novos negócios.

Um aeroporto é o conjunto de instalações que permitem a transferência em ambos os sentidos entre o meio de transporte aéreo e outro meio. Sobre esta base e o nível de conforto (normas Iata), foram definidas as áreas de tráfego (tratamento e acomodação de passageiros e bagagens).