Gestão

Jack Welch deixa legado eterno nas organizações

Jack Welch, ex-CEO e presidente da General Electric, morreu esta semana aos 84 anos devido a insuficiência renal, informou o “New York Times”.

Jack Welch, ex-CEO e presidente da General Electric, morreu esta semana aos 84 anos devido a insuficiência renal, informou o “New York Times”.
Welch assumiu o cargo de director-executivo da General Electric em 1981 e liderou a empresa por 20 anos de crescimento e prosperidade, tornando-se um dos líderes de pensamento mais influentes dos EUA nos negócios.
A GE cresceu exponencialmente sob a gestão de Welch, com acções totais avaliadas em mais de 410 bilhões de dólares norte-americano no seu auge.
Aquele que foi considerado o maior gestor do século XX pelo New York Times ficou também conhecido pelo seu estilo de liderança de cortar actividades não lucrativas dos negócios e demitir colaboradores improdutivos, de acordo com o “Wall Street Journal”.
Quando se aposentou, em 2001, recebeu uma indemnização de 417 milhões de dólares, estabelecendo um recorde para esse tipo de pagamento.
Ele foi considerado igualmente no Celebrity 100 de 2007 da Forbes, com ganhos estimados em 11 milhões de dólares em julho daquele ano.
Em 2017, a Forbes comemorou o seu centésimo aniversário com 100 das maiores mentes de negócios, incluindo Welch. “Tem tudo a ver com a sua equipa, com as pessoas que reúne”, disse ele à Forbes. “Você precisa ter uma equipa adaptável, flexível, ágil e comprometida com o mesmo objectivo”.
Durante o seu mandato, os acionistas da GE tiveram 5.000 por cento de retorno, de acordo com o “Wall Street Journal”.

História
John F. Welch Jr. nasceu em 19 de novembro de 1935, em Peabody, Massachusetts, filho de maquinista ferroviário e de uma dona de casa. Na adolescência, os seus primeiros trabalhos incluíram entregador de jornal, caddy de golfe e vendedor de calçados.
Ele recebeu um diploma de bacharel em engenharia química pela Universidade de Massachusetts-Amherst antes de obter o seu mestrado e doutorado na mesma matéria da Universidade de Illinois.
Welch começou na GE em 1960 como engenheiro na divisão de plásticos. Ele subiu na hierarquia antes de se tornar o mais jovem CEO e presidente da empresa em 1981, aos 41 anos. Depois de sair em 2001, Welch se tornou um autor best-seller e palestrante, e viu o valor da GE despencar nos últimos anos. Ele descreveu a queda como “decepcionante” para o “WSJ”, que também informou que Welch via algumas controvérsias relacionadas ao seu papel na empresa, como custos exagerados nos anos 1980, um escândalo de negociação de títulos nos anos 1990, e o facto de a GE ter pagado forçosamente 1,5 bilhão de dólares para drenar o rio Hudson, em Nova York, por despejo de produtos químicos.
Welch deixa a sua terceira esposa, Suzy, e quatro filhos adultos do seu primeiro casamento.
Ao ser questionado sobre as suas 20 lições e os desafios que enfrentou para obter o tipo de desempenho que fez da GE uma grande empresa, Welch observou que muitos líderes evitam as situações que exigem decisões, e com isso prejudicam não apenas as suas empresas, com o passar do tempo, acabam prejudicando também os funcionários, que tentam proteger, argumentou.
Welch relata insistentemente sobre o valor da franqueza — um tópico que examina demoradamente no seu livre “Paixão por vencer”. Para ele a falta de franqueza impede o fluxo de ideias criativas, acções que exigem rapidez e não deixa que as pessoas contribuam com todo o potencial que elas podem oferecer, ou seja, é péssima para os negócio