Gestão

Flexibilidade nas empresas melhora índices

Apenas as empresas com um alto poder de adaptação e flexibilidade conseguirão sobreviver ao longo prazo, devido a mudança, e a hipercompetição, facto que deve levar as organizações a enxergar o futuro, antes dos outros e agir antes na direcção correcta, para travar a pressão, a globalização e adequar-se à velocidade das novas tecnologias.

Apenas as empresas com um alto poder de adaptação e flexibilidade conseguirão sobreviver ao longo prazo, devido a mudança, e a hipercompetição, facto que deve levar as organizações a enxergar o futuro, antes dos outros e agir antes na direcção correcta, para travar a pressão, a globalização e adequar-se à velocidade das novas tecnologias.
Todo executivo sabe que esta é a situação presente em qualquer empresa. Também sabe que não há mais a possibilidade desta situação se inverter, daí que as organizações devem mater os focos de atenção na flexibilidade, velocidade e assertividade das acções.
Um estudo realizado de 1989 a 1999, com empresas da América do Sul procurou traçar quais as determinantes da flexibilidade organizacional:
1.Perfil da equipa dominante - empresas flexíveis possuem uma equipa directora heterogênea. Os seus membros possuem trajectórias distintas e experiências em sectores diferentes daqueles que actuam no momento. Diferentemente das equipas homogêneas, que produzem um maior grau de conformidade, focam a eficiência e são mais inclinadas a preservar o status quo.
Uma equipa heterogênea tem o potencial de impulsionar a adaptabilidade e a criatividade do grupo. Elas buscam ainda a cada instante a diversidade intelectual.
No estudo, as empresas mais flexíveis ampliaram a sua base cognitiva, o que trouxe novos modelos mentais. Nestas equipas dois pontos podem ser ressaltados: a capacidade de agir e a geração de conflitos.
A capacidade de agir se manifesta no respaldo da exploração de novas alternativas estratégicas, em atitudes de tomada de risco e na capacidade da equipa enfrentar situações difíceis.
Por outro lado, para empresas flexíveis o maior grau de conflito é visto como um gerador de visões alternativas. Muitos executivos destacaram a importância do aumento de choques entre os membros da organizações;
2. Imersão na macrocultura sectorial - o modo como a cultura do sector numa empresa que actua e reflecte em pressões institucionais exercidas sobre a organização, afecta a sua agilidade na adopção de novas estratégias. As empresas com um alto grau de flexibilidade começaram a realizar benchmarking fora do seu sector, tanto empresarial como regional. O grau de conectividade é relativamente baixo, sempre buscando o equilíbrio entre o contacto profissional e a busca de novas e diferentes visões;
3.Formalização e centralização frente às tomadas de decisões - as empresas flexíveis demonstraram um alto grau de padronização e centralização no que se refere à tomada de decisões. Entretanto, esta centralização foi observada apenas no campo estratégico, estabelecendo um alto nível de autonomia e delegação no campo operacional – principalmente para a gerência de nível médio – “forçando” os executivos da alta direcção a dedicarem o seu tempo a temas estratégicos.
Este processo de delegação aumentou de forma significativa à formalização dos mecanismos de controlo, para a buscad do aumento da sua eficiência para garantir a supervisão da operação sem interferências excessivas.