Gestão

BFA lidera o Top 5 dos intermediários

Na Bodiva estão filiados um total de 14 bancos os quais operam no segmento de intermediação e negociação, sendo através destes que o mercado secundário transacciona os papéis do Estado

Dos 14 bancos que participam nas plataformas de negociação electrónica da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), o de Fomento Angola (BFA) surge na liderança dos negócios realizados nos 12 meses de 2017 assim como nos dois primeiros meses deste ano.
De acordo com Dashboard da Bodiva, publicados na sua página de internet, em 2017, com um total de 193 mil milhões de kwanzas, o BFA liderou o ranking. Seguiram-se-lhe, no top 5, os bancos Standard Bank (STB), com Kz 170 mil milhões; o Banco Angolano de Investimentos (BAI) , com 51 mil milhões; O Banco Internacional de Crédito (BIC), com 39 mil milhões e o Banco Millennium Atlântico (BMA), com 32 mil milhões, respectivamente.
O documento da Bodiva avança também que, no respeitante às operações de venda efectuadas, os agentes de intermediação representam 74,63 por cento do total do negócio operado, os clientes-empresa 21,43 e os particulares 3,94.
A expectativa do mercado com as diferentes operações que ocorrem no mercado secundário é o de que este exercício possa concorrer para a formação de uma curva de preços para os activos nele registados, que deverão servir de referência para futuras transacções.
Note-se que em 2016, a bolsa registou o dobro no nível de negociações em comparação com 2015, tendo registado um volume de transacções de Kz 365 mil milhões (cerca de USD 2 mil milhões naquela altura). Em 2015, as transacções foram de 104 mil milhões num ano de estréia e que terá mobilizado, como se vê agora em 2017, a apetência dos agentes.

kz 6,7 triliões de endividamento

 Plano Anual de Endividamento para 2018, de acordo com o Atlântico Research, prevê arrecadar cerca de Kz 6.762,06 mil milhões com a emissão de dívida pública, um aumento de 44 por cento em relação ao previsto no plano do ano anterior. Para o mercado interno, o plano prevê captar 71 por cento do montante, enquanto o remanescente será arrecadado no mercado externo, fundamentalmente por via da emissão de Eurobonds. Destaca-se que a dívida interna será constituída por Obrigações do Tesouro (51%), Bilhetes do Tesouro (47%) e Contratos de Mútuo (2%). Entre as principais novidades do PAE 2018 destaca-se a descontinuidade da emissão dos Títulos Indexados à taxa de câmbio e à emissão de Obrigações do Tesouro indexadas à taxa de juros dos Bilhetes do Tesouro a 364 dias.  A balança comercial do Japão registou um défice de 943,4 mil milhões JPY durante o mês de Janeiro de 2018, uma redução de 362,99 por cento face ao mês anterior, tal como o maior saldo negativo apurado desde Janeiro do ano transacto. Saliente-se que a variação negativa resulta de um efeito sazonal.