Finanças

trabalhos de contenção de ravinas já iniciaram no Leste

O Ministério da Construção e Obras Públicas adjudicou, na passada quarta-feira, a uma empresa angolana, as obras para contenção de quatro ravinas que ameaçam destruir várias infra-estruturas na cidade do Dundo, província da Lunda Norte.

O Ministério da Construção e Obras Públicas adjudicou, na passada quarta-feira, a uma empresa angolana, as obras para contenção de quatro ravinas que ameaçam destruir várias infra-estruturas na cidade do Dundo, província da Lunda Norte.
A cerimónia de entrega das empreitadas de consignação foi orientada pelo ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, tendo, na ocasião referido que, os trabalhos vão prosseguir para superar outras que estão a surgir ao longo das províncias da região Leste, nomeadamente Lunda Sul e Moxico.
Segundo o governante, o acto de adjudicação de contenção de ravinas na Lunda Norte, marca o arranque do programa central de combate deste fenómeno no país.
Manuel Tavares de Almeida adiantou que, assegurados os recursos financeiros, o projecto é extensivo igualmente às províncias do Cuando Cubango, Cunene, Huíla, Uíge e Zaire.
O ministro deu a conhecer ainda o desenvolvimento de estudos sobre bacias que envolvem aglomerados populacionais para a projecção de sistemas de macro-drenagem capazes de evitar fluxos hidráulicos que provocam o surgimento de ravinas nas mesmas regiões.
Uma das ravinas ameaça destruir parte da Nova Centralidade do Mussungue, outra progride em direcção à pista e já engoliu residências nos arredores do Aeroporto do Dundo.
As restantes duas evoluem nas EN-225 e 180, respectivamente, a 20 quilómetros, e a entrada da cidade do Dundo, sede da província da Lunda Norte.

Esforço conjugado
Na ocasião, o governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala, pediu continuidade na conjugação de esforço para intervencionamento, em tempo oportuno, das 64 ravinas ainda restantes na região, congratulado com a pronta intervenção ministerial, para o bem comum.
Por seu turno, o director da produção da empresa Griner, Carlos Sampaio, disse ter disponível equipamento e pessoal até 50 operadores e técnicos para corresponder com as três fases do prazo contratual, embora contar com adversidade da
época chuvosa.
O acto de consignação foi testemunhado por governantes, autoridades eclesiásticas e tradicionais da região.