Finanças

Sol aquece microcrédito

O Banco Sol anunciou, esta semana, em Luanda, ter já disponibilizado, só neste semestre de 2017, um valor global de 150 milhões de kwanzas para apoiar os programas de microcrédito dirigidos aos jovens empreendedores nacionais.

Na visão do presidente da Comissão Executiva, Coutinho Nobre Miguel, o banco que dirige está empenhado em participar dos esforços do Executivo em garantir formação ao homem, sobretudo jovem, maximizando o potencial e as oportunidades que o mercado dispõe aos criadores de ideias inovadoras.
“O homem é o principal recurso em Angola”, disse.
Ao intervir no encerramento de um curso sobre empreendedorismo e entrega de micro crédito a jovens, no Centro de Reabilitação Profissional, em Viana, Coutinho Nobre Miguel lembrou que o Executivo elegeu como uma das prioridades fundamentais o desenvolvimento de programas de sustentabilidade.
“Angola precisa de uma economia que promova a igualdade, a justiça, a solidariedade, a amizade, a inclusão social e o resgate da cidadania”, lembrou.
Para ele, a cidadania e o desenvolvimento sustentável, referiu, passa necessariamente pela criação das condições que asseguram a saúde reprodutiva das famílias, e que permitam estas encontrarem meios de sustento próprio.
Por outro lado, agradeceu ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) pela iniciativa, que se enquadra na estratégia do Executivo angolano da redução significativa da pobreza, combate à fome e ao desemprego.
“Nós Banco Sol temos afirmado que a banca é o catalisador do crescimento e do desenvolvimento de qualquer país. Somos um parceiro do Executivo na estratégia de promoção do fomento e crescimento empresarial, e tendo em conta o nosso objecto social, elegemos como matriz fundadora e pilar do nosso banco, o micro crédito”, referiu.
Disse, por outro lado, que com o micro crédito pretende-se financiar todas as iniciativas, todos os pequenos negócios de toda a população, que por razões diversas não se encontram efectivamente enquadradas na banca clássica.
“Através das parcerias efectivas, sólidas, consistentes e visionárias temos um protocolo, temos uma convenção financeira com o Instituto Nacional de emprego e formação profissional representada por Sua Excelência o Sr ministro e os seus directores” esclareceu.
Aos jovens empreendedores, fez o apelo recordando-os de que os créditos que têm sido concedidos não se tratam de dádivas, de uma liberalidade, tão menos de um recurso de fundo perdido, mas sim de um negócio que tem sustentabilidade.
A cerimónia de Viana foi testemunhada pelos ministros da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, António Pitra Neto; da Saúde, Luís Gomes Sambo; da Família e da Promoção da Mulher, Filomena Delgado; a administradora-adjunta para a Área Social de Viana, autoridades tradicionais, directores do banco e várias outras entidades.