Finanças
Sector bancário regista crescimento
O sector bancário nacional encerrou o exercício de 2018 com 13 trilhões de kwanzas em activos, mantendo uma evolução média de 14,5 por cento desde 2013, apesar do cenário económico adverso que o país atravessa.
O sector bancário nacional encerrou o exercício de 2018 com 13 trilhões de kwanzas em activos, mantendo uma evolução média de 14,5 por cento desde 2013, apesar do cenário económico adverso que o país atravessa. Os bons resultados auferidos pelos bancos comerciais devem-se ao aumento da carteira de títulos e valores imobiliários.Crédito bancário
O crédito bancário também registou uma queda na contribuição ao PIB nominal chegando a atingir 15 por cento em 2018 contra 22 registados em 2013.
“Portanto, o mesmo aconteceu com os depósitos que tiveram um ligeiro decréscimo passando de 35,22 em 2013 para 34,68
no ano passado”, informou.
Em função disso, houve uma concentração do crédito ao sector privado, com destaque para os sectores de comércio a grosso e a retalho
e de actividades imobiliárias.
Os referidos sectores (comércio a grosso e retalho) apresentaram maior nível de incumprimento e com tendência crescente.
Assim sendo, o rácio de solvabilidade dos referidos sectores está agora situado em 24,16 por cento, foi sustentado no aumento do capital social mínimo e no crescimento do resultado líquido dos bancos.
Rede bancária
Tuneka Lukau disse que, nas últimas duas décadas, o sector bancário registou um crescimento exponencial resultante da melhoria das condições macroeconómicas, estando neste momento a operar no mercado 27 bancos, dos quais 3 públicos, 20 privados nacionais, 5 filiais de bancos privados e uma sucursal chinesa.
“Actualmente, dos que existem espalhados pelo território nacional, um total de 1.528 agencias bancárias, estando a maioria localizada em Luanda (803), seguida das províncias de Benguela e Huíla, com 123 e 81 agencias, respectivamente”.
O responsável, assegurou no entanto, que o sector bancário angolano tem um rácio, actualmente, solvente e sustentável, cuja solvibilidade
está na ordem de 23 por cento.
Foi anunciada a revisão da lei das instituições financeiras, que poderá afastar da gestão bancária as pessoas
politicamente expostas.