Finanças

Refinaria custa metade

A infra-estrutura do Lobito que teve um orçamento de usd 12 mil milhões pode baixar para até metade

Os custos de construção da refinaria do Lobito, na província de Benguela, estimado inicialmentev em 12 mil milhões de dólares, deverão ser reduzidos até a metade, segundo defendeu, recentemente, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino.
Carlos Saturnino disse , por outro lado, que a Sonangol vai concluir até finais deste mês o processo de análise das propostas técnicas recebidas para construção de refinarias em Angola, com vista a reduzir as importações de combustíveis, garantiu nesta segunda-feira, em Benguela.
O presidente do Conselho de Administração da concessionária pública de hidrocarbonetos, a Sonangol, falava no quadro da visita que o Presidente da República, João Lourenço, efectuou, esta semana, às infra-estruturas de apoio à construção da futura refinaria do Lobito, cujas obras se encontram paralisadas desde 2016, em consequência das dificuldades económicas que Angola tem vindo a enfrentar fruto da queda do preço do petróleo.
Segundo o responsável, o grupo que está a trabalhar nessa matéria, por orientação do Presidente da República, deve terminar até ao fim deste mês a análise das 23 propostas recebidas e, deste modo, submeter um relatório ao Governo.
“O prazo será cumprido de maneira que esperamos durante o mês de Março que o Governo possa tomar a decisão e fazer as recomendações apropriadas”, referiu.
Avançou que, de acordo com a última actualização feita no dia 10 de Fevereiro, há um total de 23 propostas repartidas entre o projecto do Lobito e o de Cabinda, além de uma série de intenções relacionadas com a prestação de serviços em termos de engenharia e construção.
Para o responsável, a equipa conjunta entre a Sonangol e o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos “está a trabalhar a alta velocidade”, de maneira que não haja problemas na execução do que foi orientado fazer, ou seja, analisar as propostas para a construção de refinarias em Angola.