Finanças

Investigação vai salvar elefantes

Um projecto de investigação, que visa salvar os elefantes em Angola foi lançado, na passada segunda-feira, em Luanda, pela ONG contra o tráfico ilegal de marfim “Stop Ivory”.

Um projecto de investigação, que visa salvar os elefantes em Angola foi lançado, na passada segunda-feira, em Luanda, pela ONG contra o tráfico ilegal de marfim “Stop Ivory”.
O projecto avaliado em mais de 300 mil libras será implementado em quatro anos, de acordo com o presidente da ONG britânica “Stop Ivoiry”, Alexander Rhodes.
Este montante, de acordo com Alexander Rhodes vai servir para financiar actividades de investigação, melhorar a capacidade de pesquisa das espécies a nível do país, bem como as ligações existentes em termos de comércio ilegal entre Angola e os países vizinhos.
Segundo Alexander Rhodes, durante muito tempo o comércio de marfim foi um problema no país, destacando o mercado do Benfica, arredores da cidade de Luanda, onde o negócio era feito à vista de todos.
“Angola também já serviu como porta de entrada e saída de marfim do mercado internacional. Por isso, devemos todos trabalhar para banir o comércio ilegal de elefantes”, sublinhou.
Acrescentou que, Angola é um país muito importante para os elefantes e tem espaço enorme que poderá servir de habitat para as futuras
gerações desta espécie.
Por sua vez, o embaixador britânico, John Dennis, disse que o projecto vai iniciar brevemente e constitui uma parte importante da abordagem do Governo britânico em Angola.

Proteger espécies

Na ocasião, o director-geral do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação, Aristófanes Ponte, disse que a iniciativa significa muito para o país, e vem juntar-se aos programas já existentes ao abate ilegal das espécies ameaçadas e em vias de extinção em todo o país.
Para salvaguardar a espécie no país, foram encerradas em 2016 as bancadas de comércio de dentes e peças de marfim em todo território nacional, numa medida que baseia-se na convenção sobre o comércio internacional das espécies da fauna e da flora selvagens ameaçadas de extinção, aprovado pela Assembleia Nacional e em vigor desde 2014.
Esta medida serve para desencorajar os caçadores furtivos, que praticam a caça ilegal a estas espécies, cujo elefante é parte, com intuito de comercialização do corno do
marfim e outros afins.
Angola, através do Ministério do Ambiente aderiu, recentemente, à iniciativa africana de protecção do elefante, integrando um grupo de países de que fazem parte Botswana, Tchade, Etiópia, Gabão e Tanzânia.