Finanças

Grandes moagens de angola baixa produção de trigo

A produção de trigo no consórcio Grandes Moagens de Angola (GMA) reduziu de 280 mil para 250 mil toneladas, entre Janeiro e Outubro do ano em curso.

A produção de trigo no consórcio Grandes Moagens de Angola (GMA) reduziu de 280 mil para 250 mil toneladas, entre Janeiro e Outubro do ano em curso.
A dificuldade no acesso às divisas e a concorrência desleal são as principais causas da redução da produção da unidade de processamento, que possui uma capacidade instalada nominal de até 300 mil toneladas de farinha de trigo/ano.
A fábrica tem uma capacidade nominal para moer mil e 200 toneladas de trigo a granel/dia. A concorrência desleal, praticada por panificadores e grupos de comerciantes que importam farinha, em muitos casos de baixa qualidade e revendem a preços inferiores aos da GMA, retraíram o aumento da sua capacidade produtiva.
Os panificadores e grossistas, que actuam no mercado da farinha de trigo, segundo o administrador da GMA, César Rasgado, quando têm divisas preferem importar do que comprar localmente.
Desse modo, no seu entender, é difícil combater a concorrência desleal, tendo em conta os interesses à volta. “Não conseguimos ser concorrenciais pois eles praticam preços mais baixos”. Perante esta situação, a empresa aponta a necessidade do Estado angolano proteger a indústria local, para se evitar tais constrangimentos.
Associada à concorrência desleal, estão as dificuldades para se obter divisas e adquirir a matéria-prima (trigo a granel e aditivos), importada de países como França, Alemanha, Canadá, EUA, Cazaquistão e Austrália.
Quanto à subida do saco de 50 quilogramas de farinha de trigo na ordem de 100 por cento, nos últimos 15 dias, o administrador da GMA disse que não houve aumento mas ajuste.
Explicou que a empresa ajusta o preço em referência ao dólar. “Por exemplo, iniciamos a nossa produção com um câmbio de 170 por cada dólar, mas agora ajustamos a um preço médio de sete mil a 7.500 kwanzas por saco, conforme a variação”.