Finanças

Fundo Soberano avalia activos

O Fundo Soberano de Desenvolvimento de Angola (FSDEA) está a proceder uma avaliação dos seus activos com vista a determinar o valor que a instituição detém. Essa informação foi prestada pelo presidente do Conselho de Administração do Fsdea, Carlos Lopes em declarações ao JE, quando indagado sobre os supostos 200 milhões de dólares (43,3 mil milhões de kwanzas) congelados em contas bancárias das Ilhas Maurícias.

O Fundo Soberano de Desenvolvimento de Angola (FSDEA) está a proceder uma avaliação dos seus activos com vista a determinar o valor que a instituição detém. Essa informação foi prestada pelo presidente do Conselho de Administração do Fsdea, Carlos Lopes em declarações ao JE, quando indagado sobre os supostos 200 milhões de dólares (43,3 mil milhões de kwanzas) congelados em contas bancárias das Ilhas Maurícias.

Segundo Carlos Lopes, a instituição que dirige não pode se pronunciar sobre o caso, por estar nesta altura, a decorrer, um processo de avaliação dos activos do fundo.
“Estamos, neste momento a fazer uma avaliação do fundo, depois disso, muito brevemente, é que vamos emitir um comunicado de imprensa para divulgarmos os resultados desse trabalho, por isso, qualquer dado relativo a este caso é precipitado”, disse Carlos Lopes.
As ilhas Maurícias anunciaram há dias e congelaram cerca de 200 milhões de dólares americanos em contas bancárias do empresário suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais, por suspeitas de fraude contra o Estado angolano, segundo noticiou a imprensa local.
Segundo a imprensa local, a ordem de congelamento foi dada pelo Supremo Tribunal das ilhas Maurícias contra 25 contas bancárias de Jean-Claude Bastos suspeitas de estarem associadas a um desvio de milhões de dólares americanos do Fundo Soberano de Angola (FSDEA).
Segundo a fonte, a decisão de congelamento seguiu-se a um pedido da Comissão dos Serviços Financeiros (CSF), da Unidade de Informação Financeira (UIF) e do Ministério das Finanças das Maurícias, em colaboração com as autoridades angolanas.
O processo teria sido desencadeado em Janeiro deste ano pela CSF, que regula o sector não bancário do país, na sequência das suspeitas expostas pelos Paradise Papers, num escândalo global de fuga a impostos por celebridades e proprietários de grandes fortunas.
No âmbito das averiguações, um representante do Governo angolano esteve este mês nas Ilhas Maurícias, onde manteve um encontro com o primeiro-ministro Pravind Jugnauth, refere ainda a fonte, notando que o facto de a decisão do Supremo Tribunal maurício chegar dias depois sugere que os dois acontecimentos estejam ligados.

Rescisão de contrato
Por seu turno, a administração da Quantum Global Group (QGG) publicou um esclarecimento sobre a situação de seus mandatos no Fundo Soberano de Angola (FSDEA).
A instituição sustenta que, devido às mudanças nas prioridades em Angola, o recém-nomeado governo do Fsdea notificou a empresa em Fevereiro de 2018 que desejava encerrar o mandato de classe de activos múltiplos.
As razões para a rescisão, segundo o comunicado, não estavam relacionadas ao desempenho da carteira, que aumentou em valor e gerou retornos fortes, acima do benchmark, sob a administração da Quantum.
“Por isso, pós o término, a empresa suíça da QGG não administra mais fundos para o Fsdea, mas está orgulhosa do trabalho que fez para o fundo soberano no mandato de classe multi-activos”.
O comunicado sustenta ainda que, os mandatos de património privado da QGG são geridos pelas suas operações baseadas nas Ilhas Maurícias, e estas continuam.
Por esse motivo orgulha-se do desempenho que está a cumprir nos seus mandatos de participações privadas em nome do fundo soberano, cujos resultados são divulgados publicamente.