Finanças

Dificuldades no acesso aos cambiais devem terminar em Junho de 2018

Regresso ao mercado dos correspondentes bancários acontece dentro dos prazos previstos pelo BNA que persegue ainda o objectivo de tornar o crédito às famílias e empresas num compromisso irreversível

Os actuais constrangimentos no acesso às divisas vão ser ultrapassadas até Junho do próximo ano. A garantia foi dada esta semana, em Luanda, pelo governador do Banco Nacional de Angola, quando falava em entrevista à Televisão Pública de Angola. Valter Filipe da Silva disse que fruto das mais recentes visitas efectuadas à Europa (Portugal, Reino Unido e França), Estados Unidos da América e África do Sul, os correspondentes bancários puderam tomar contacto com o que está a ser feito em Angola, visando à melhoria da regulamentação e ajustamento às exigências internacionais. “O que mudamos foi apenas a forma de comunicar, pois muitas das coisas que estavam a ser feitas internamente não eram do conhecimento dos parceiros externos. Isso fazia-os pensar de que não estava a ser feito nada em relação aos ajustamentos às normas prudenciais de prevenção ao financimanrto do terrorismo”, disse. Para o governador, não se pode esquecer que em 2016 Angola deixou de constar da lista negra do Gafi, organismo que supervisiona o combate aos actos ilícitos e financiamento ao terrorismo na banca. De convicções bastante firmes, Valter Filipe da Silva lembrou que o cenário de restrições ao acesso de divisas teve sua origem na baixa do preço do petróleo nos mercados internacionais, como também face à inexistência de outras fontes geradoras de recursos em cambiais. Por essa razão, indicou, que foram já apresentados estudos técnicos de como Angola pode ultrapassar as actuais dificuldades. Nos cerca de 60 minutos que durou a entrevista do governador do BNA à TPA, também foi possível ouvir do número um do banco central que a prosperidade das famílias continua a ser o compromisso da banca angolana. Nesse sentido, o BNA vai continuar a incentivar os operadores do sistema bancário a disponibilizarem crédito às famílias e empresas, a fim de que estes cumpram com a sua missão de criar empregos. “A finalidade da banca é assegurar a prosperidade das famílias”, afirmou. Embora reconheça a dificuldade com a problemática das garantias que são exigidas na banca, Valter Filipe disse que hão de ser encontrados mecanismos para que o crédito chegue aos destinatários e cumpra com a sua função económica.