Finanças

Crédito à economia desafia os operadores

O crédito à economia continua a ser um dos maiores desafios da banca nacional, atendendo aos compromissos de diversificação e mudança da estrutura produtiva interna.

O crédito à economia continua a ser um dos maiores desafios da banca nacional, atendendo aos compromissos de diversificação e mudança da estrutura produtiva interna.
Nos últimos indicadores revelados ao mercado pelo BNA, a cedência de crédito segue uma trajectória restrictiva, sendo que os operadores da moeda adoptam uma visão mais ponderada no momento de ceder o crédito.
A prioridade recai para sectores geradores de mais-valia em detrimento do consumo, pois as famílias também começam a revelar, cada vez, menos capacidade de reembolsar o dinheiro recebido em tempo útil.
Em Agosto, os dados do banco central advogam, de acordo com dados preliminares das contas monetárias, que o crédito à economia diminuiu em 0,29 por cento, enquanto que o crédito bruto ao Governo Central (titulado e não titulado) aumentou em 2,36 por cento. Neste mesmo período, os depósitos do Governo no sistema bancário diminuíram em 12,74 por cento.
Os meios de pagamento aumentaram em 1,66 por cento em Agosto de 2017 e diminuíram em 2,42 nos últimos 12 meses. o valor de crédito cedido à economia representa.

Carteira reduzida
A Carteira de crédito registou uma redução de cerca de 515 mil milhões de kwanzas no final do segundo trimestre de 2017, comparativamente ao período do ano transacto em que a carteira de crédito foi de 4.074 mil milhões de kwanzas, de acordo comd ados do BNA, divulgados em Agosto deste ano.
A vice-governadora Susana Monteiro, que falava no workshop sobre “ Leasing e factoring em Angola”, no final do segundo trimestre de 2017, o crédito concedido pelo sector bancário foi de 3.559 mil milhões de kwanzas, sendo que cerca de 10,1 porcento do montante foi destinado ao sector público e 89,9 porcento ao sector privado.
Segundo a vice-governadora, o rácio de transformação foi cerca de 50,64 porcento em Junho de 2017, contra 56,08 porcento registados em Junho de 2016.
Susana Monteiro disse que as condições de acesso ao crédito bancário necessitam cada vez mais de serem melhoradas, quer pela eliminação dos constrangimentos que ainda hoje contribuem negativamente para o risco e custo do crédito, quer pela oferta de modalidades ou produtos de crédito que respondam às necessidades da população e dos agentes económicos fundamentalmente o crédito para o investimento.
Estes indicadores, prosseguiu a gestora, evidenciam a necessidade do BNA reforçar mecanismos que levam as instituições financeiras a melhorar a performance das suas carteiras de crédito através de elementos mitigadores de risco de crédito, ou seja, de constituição de garantias bancárias elegíveis, quer sejam pessoais, quer reais, e é neste particular, que lança o repto as entidades públicas e aos operadores do sector bancário.
O BNA vai continuar a defender o incremento do crédito à economia de modo responsável e criterioso, por via da criação de um quadro regulatório favorável para o bom funcionamento das instituições financeiras e a devida protecção dos consumidores, mediante uma supervisão bancária efectiva, cientes de que o sistema bancário desempenha um papel fulcral no desenvolvimento sustentável da economia.