Finanças

A VoZ DO cidadão - Parceria estratégica entre Angola e Estados Unidos está mais relançada

A visita do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, a Angola reveste-se de grande importância para o fortalecimento das relações económicas entre os dois países.

A visita do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, a Angola reveste-se de grande importância para o fortalecimento das relações económicas entre os dois países.
O Executivo angolano tem estado a fazer tudo para que a economia nacional volte a ser robusta. A diplomacia virada para a captação de investimentos e credibilidade junto de parceiros estratégicos, a nível mundial, têm sido as acções realizadas.
A cruzada contra a corrupção que está a ser levada a cabo por Angola foi aplaudida pelo responsável norte-americano, que assegurou o apoio necessário para o processo de repatriamento de capitais desviados.
Neste particular, Mike Pompeo disse que a América ajuda os países de todo o mundo para que as transacções sejam “transparentes”.
Aos jornalistas, o chefe da diplomacia norte-americana elogiou o trabalho que está a ser feito pelo Presidente angolano, com realce para os esforços da recuperação económica, o que vai motivar as empresas nacionais a recuperarem o ritmo normal de crescimento.
Este posicionamento foi, também, defendido por Mike Pompeo, tendo mesmo referido que Angola tem muitas potencialidades que podem ser exploradas numa parceria entre as empresas dos dois países.
As trocas comerciais entre Angola e os Estados Unidos da América atingiram usd 3,4 biliões no final de 2017, sendo que o país exportou produtos avaliados em usd 2,6 biliões e os Estados Unidos da América cerca de 800 milhões de dólares.

Trocas comerciais

Em 2016, as trocas comerciais atingiram um total de 4,2 mil milhões de dólares, um declínio de 16 mil milhões de dólares, depois de, em 2008, se ter verificado um volume de 20,1 mil milhões de dólares.
Para avaliar a parceria estratégica entre Angola e a maior economia do mundo, o JE foi à rua para ouvir dos cidadãos sobre as vantagens das relações comerciais entre Angola e EUA para ajudar a alavancar o sector produtivo nacional.
Rosania Silva, funcionária pública, considera que a visita de Mike Pompeo serviu para aprofundar e fortalecer os laços com o Banco Nacional de Angola (BNA).
Lembrou que há um plano do Executivo para que os bancos correspondentes um dia voltem a vender dólares a Angola, isto no sentido de reforçar a cooperação.
A estudante Vanda Rodrigues defendeu a necessidade de se fortalecer o “compliance” (regras de regulação) dos bancos comerciais (privados), para que os bancos correspondentes um dia voltem a vender dólares ao país no seu todo. “É uma grande oportunidade para nós, poís com a visita do Secretário de Estado norte- americano, o país poderá ter à sua disposição as divisas e isto vai facilitar a vida de muitos”.
Para a gestora de contas, Patrícia Jasmim, o encontro entre os dois países deve manter-se mediante um diálogo permanente que visa facilitar e executar as operações monetárias que foram terminadas com alguns bancos internacionais, isto desde 2016, ano em que se agravou a crise cambial que o país vive desde 2014.
Assunana Pedro, contabilista, disse que a Reserva Federal dos Estados Unidos tinha suspendido a venda de dólares a bancos sediados em Angola, em 2015, por sistemáticas violações das regras de regulação do sector e suspeitas de que o país estivesse a financiar redes de terrorismo.
Além de afectar a credibilidade do sistema financeiro angolano, a decisão agudizou a escassez de dólares no mercado nacional, o que de um modo geral afectou as importações de bens de consumo.
“Durante essa instabilidade que o país atravessa, a credibilidade do nosso sistema financeiro foi afectada, pois esperamos que com essa visita norte-americana abram-se outras oportunidades, ou seja, que nos dêm o benefício da dúvida”.
Moisés Francisco, analista de contas, diz que esta visita deve ser estendida para a diversificação da economia angolana e que os dois povos possam interagir entre si, de forma a contribuírem para o desenvolvimento multifacetado do país que durante anos deu passos significativos. Que por algumas incoerências ou má sorte foram suspensas.
“Há um reconhecimento de Angola por parte dos Estados Unidos da América a vários anos e, por muito tempo, registou-se uma aproximação do ponto de vista económico, que evolui da diplomacia do petróleo para outras áreas”.
Outra funcionária pública, Gabriela Kiala, é de opinião que com a visita do Secretário Norte-Americano, Angola sai a ganhar e ao mesmo tempo vai ter um espaço maior na cooperação bilateral com os Estados Unidos da América, fruto de esforços feitos pelo Governo angolano para alavancar a economia e ainda no combate à corrupção.

Rosania Silva-é uma oportunidade para Aprofundar e fortalecer os laços

Assunana Pedro Contabilista-Queremos a retoma efectiva  da venda de dólares

Moisés Francisco Analista de contas-Devemos  intensificar a diplomacia do petróleo para outras áreas

Vanda Rodrigues Estudante de Economia-Há necessidade de reforço do “compliance” (regras de regulação)

Patrícia Jasmim Gestora de contas-As discusões devem ser permanentes para facilitar os negócio

Gabriela Kiala Funcionária Pública-Angola sai a  ganhar e ao mesmo tempo vai reforçar a cooperação