Finanças

292 contratos são resgatados em pouco tempo

A petrolífera Sonangol aprovou 292 contratos avaliados em 3.428 milhões de dólares, dos 358 contratos avaliados, no período de Novembro a Dezembro de 2017.

Apetrolífera Sonangol aprovou 292 contratos avaliados em 3.428 milhões de dólares, dos 358 contratos avaliados, no período de Novembro a Dezembro de 2017.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Sonagol, Carlos saturnino o propósito visa voltar a dar um impulso à
indústria petrolífera no país.
Segundo informou, a petrolífera procedeu no período de Novembro de 2017 a amortização das linha de crédito do Brasil no valor de 65 milhões de dólares, assim como a de Israel no valor de 181 milhões de dólares. “No primeiro trimestre de 2018, foram alocados cinco carregamentos para a linha de crédito
do Brasil e dois para a de Israel”.
Em conferência de imprensa que marca o 42º aniversário da empresa, o gestor esclareceu que foram resolvidos alguns litígios resultando em ganhos em termos de custos judiciais e indemnizações, entre os quais os dossiers com a Cobalt, Iraque e a KCA Deutag Drilling, permitindo reduzir o risco financeiro da Sonangol
em 3.130 milhões de dólares.

Conflito de interesses
Carlos Saturnino esclareceu ainda que a sua administração cancelou o contrato que era favorável a PWC para auditoria financeira às contas da Sonangol, E.P e subsidiárias.
“Esta decisão resulta devido ao conflito de interesses existente e pelo facto de agir simultaneamente como consultora
financeira e auditora”, disse.
Acrescentou que o Ministério das Finanças procedeu a selecção de uma outra empresa KPMG, que tem o processo de auditoria em curso, estando já uma parte importante do trabalho realizado.
Salientou que embora concluído e aprovado o orçamento para 2018, estão a ser definidas as linhas de orientação estratégicas com vista a elaboração do Plano Estratégico num prazo de cinco à 10 anos e do plano de
negócios com prazo de três anos.
“A Sonangol está doente e com alguma gravidade, mas posso garantir que voltará a ser o motor de desenvolvimento da economia angolana”, atira o gestor.

Dinâmica empresarial
Neste particular a empresa está empenhada nos cinco subgrupos e na supervisão dos trabalhos em curso ao abrigo do Despacho Presidencial 290/17, de 13 de Outubro, sob coordenação do ministério de tutela para a melhoria do desempenho do sector petrolífero.
Segundo o Pca constam das melhorias a simplificação do processo de gestão das concessões petrolíferas, descobertas em campos marginais, Subgrupo, regime Jurídico do gás natural, subgrupo, pesquisa adicional dentro das áreas de desenvolvimento e outras.
Explicou ainda que o tribunal competente dos EUA aprovou os princípios do acordo entre a Sonangol e a Cobalt, tendo a petrolífera angolana efectuado o pagamento da primeira tranche, no valor de 150 milhões de dólares, de um total de 500 milhões de dólares, devendo a Cobalt transferir para a Sonangol os seus interesses participativos
dos Blocos 21/09 e 20/11.
“Está em curso a elaboração dos acordos de transferência que deverão efectivar-se antes de 1 de Julho de 2018, para permitir a continuidade das actividades de exploração
nesses blocos”, sustentou.

Indicadores
Neste particular a Sonangol exportou 198.301.082 barris de petróleo bruto, menos5.560.656 barris face à 2016. Todavia, esta redução foi compensada pelo aumento no preço médio de exportação, que este ano aumentou em 30%, alcançando os 54,14 dólares por barril.
Com efeito, o decréscimo na produção total depetróleo bruto de Angola em 2017 foi de 5% face ao ano anterior.
Na base do decréscimo estiveram constrangimentos de ordem operacional, falta de aprovação de contratação de sondas e outros contratos, assim como a falta de sancionamento de novos projectos.

Fornecimento de combustível
é estável apesar dos atrasos”

A Sonangol garante que está estabilizado o fornecimento de combustível em todo país, apesar de alguns atrasos na entrega devido o mau estado das estradas.
A empresa lançou um concurso em Janeiro deste ano que visa a aquisição de produtos refinados, nomeadamente, a gasolina,gasóleo e gasóleo de marinha, por um período de um ano, para satisfazer as necessidades do consumo doméstico.
Os termo do concurso indicam que serão fornecidas 1.200.000,00 toneladas métricas (tm) de gasolina 2.100.000,00tm em gasóleo, 480.000,00 tm de gasóleo de Marinha e deverão ser garantidas na modalidade DAP (Delivered At Place).
Segundo o PCA da empresa, Carlos Saturnino em 2017, o mercado nacional consumiu 4.454.693 TM de combustíveis, dos quais 24,6% foramproduzidos pela Refinaria de Luanda. Para cobrir o défice, foram importados 3.278.761 toneladas métricas,correspondentes a 73,6% do volume consumido.
O patrão da petrolífera esclareceu que a redução dos volumes consumidos e importados, comparado aos anos anteriores, deve-se às dificuldades de acesso às divisas e a contração da procura, face à actual conjuntura económica .

Dívidas
A petrolífera angolana conseguiu reduzir a dívida da Sonangol à DT e a Vitol de 889 milhões de dólares  para 723 milhões de dólares.
Em relação a dívidas de clientes à Sonangol está avaliada em 3,105 milhões de dólares, sobre tudo com entidades relacionadas ao Estado, com realce para a Empresa Pública de Produção de Electricidade (Prodel), cuja dívida está fixada em 1.728 milhões de dólares. XA