Especial

“Tour” à França encaixa valor acima da receita/mês do crude

A diplomacia económica é, para o Governo de Angola, no período 2018-2022, uma das mais importantes vertentes da sua política externa, quer a nível estritamente económico e comercial do relacionamento bilateral, regional e multilateral, quer na promoção da imagem do país no exterior, tanto de expectativa da exportação de bens e serviços, como na captação de Investimento Directo Estrangeiro.

A diplomacia económica é, para o Governo de Angola, no período 2018-2022, uma das mais importantes vertentes da sua política externa, quer a nível estritamente económico e comercial do relacionamento bilateral, regional e multilateral, quer na promoção da imagem do país no exterior, tanto de expectativa da exportação de bens e serviços, como na captação de Investimento Directo Estrangeiro.
Nesta senda, e para dar vasão à estratégia angolana de afirmação internacional, o Presidente Angolano, que no seu discurso de posse em Setembro do ano passado, terá proferida as linhas orientadoras da actuação da diplomacia angolana e tem-na encabeçado no sentido de dar confiança aos investidores e eventuais parceiros.
Na recente visita à França, os dados avançados pelo Ministério das Relações Exteriores dão conta de que foram mobilizados em investimentos mais de mil milhões de euros. Esta cifra representa uma verba um pouco acima de mais de um mês da receita petrolífera, se tivermos em conta que de Janeiro a Abril, este último mês foi o que mais encaixou para os cofres do Estado, no caso 917 milhões de dólares (253 mil milhões de kwanzas).

Inserção competitiva
O Executivo definiu que vários departamentos ministeriais intervêm na política de reforço do papel de Angola no contexto internacional e regional, no âmbito das suas actividades externas. No entanto, o papel de particular destaque foi dado aos Ministérios das Relações Exteriores (MIREX), do Comércio (MINCO), das Finanças (MINFIN) e da Economia e Planeamento (MEP).
Aliás, a inserção competitiva de Angola no contexto mundial e africano é, simultaneamente, um objectivo do país no horizonte 2025 e parte do modelo de desenvolvimento económico da Estratégia de Longo Prazo (ELP) Angola 2025. Pretende-se, assim, integrar a dimensão externa nas diferentes áreas de governação, utilizando de forma positiva os contextos mundial e regional.
Entretanto, entre Outubro de 2017 e Março deste ano, o Plano Intercalar constatou que, de uma forma geral, a posição externa de Angola seguiu o mesmo padrão que o dos outros países subdesenvolvidos, sendo de realçar que, ao contrário de outras economias, o país conseguiu inverter o saldo deficitário da Conta Financeira. A sua particularidade está na extrema vulnerabilidade em relação ao petróleo.

Balança de pagamentos
De 2014 a 2016, o saldo da balança de pagamentos foi deficitário, tendo registado uma queda acumulada em torno de 120 por cento. Do mesmo modo, o saldo da conta corrente registou uma variação acumulada negativa de 177 por cento, decorrente da deterioração da balança comercial, motivada pela queda das exportações petrolíferas (62%) e das não petrolíferas (13%), mesmo em presença do ajustamento considerável no volume de importações do país. A conta de capital e financeira registou saldos negativos, nos anos 2013 e 2014; porém, em 2015 e 2016, esta conta passou a apresentar saldos positivos.