Especial

Sonangol pode exportar gasolina dentro de 3 anos

O acordo de modernização da Refinaria de Luanda, assinado entre a Sonangol e a italiana ENI, pode resultar, dentro de três anos, na possibilidade de o país exportar gasolina aos Estados vizinhos, segundo fez saber o presidente do Conselho de Administração.

O acordo de modernização da Refinaria de Luanda, assinado entre a Sonangol e a italiana ENI, pode resultar, dentro de três anos, na possibilidade de o país exportar gasolina aos Estados vizinhos, segundo fez saber o presidente do Conselho de Administração.
Dos cinco mil metros cúbicos de gasolina que Angola consome diariamente, produz apenas 330 metros/dia, correspondente a 6,6 por cento do total.
Carlos Saturnino deixou estas garantias à imprensa, na última quarta-feira, em Luanda, à margem da assinatura de um acordo de financiamento de 220 milhões de dólares, onde contará com a parceira italiana na gestão.

Previsões
Segundo o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol (PCA), Carlos Saturnino, daqui a 36 meses a refinaria passará a produzir 1.200 toneladas/dia, contra as 280 produzidas actualmente.
O PCA informou que durante os 36 meses, que é o prazo para a implementação total dos projectos em carteira, a refinaria de Luanda prevê uma paragem estratégica de 45 a 60 dias, “ mas estão acauteladas todas as condições para garantir que não falte o produto no mercado”, assegurou.
Do referido acordo de financiamento e assistência técnica constam várias operações prioritárias, sobretudo na reposição da capacidade de refinação, a fim de que o país seja autosustentável e deixe de importar derivados.
Há,igualmente, em carteira acções de planeamento, organização e gestão.
“Portanto de um modo geral com esse financiamento teremos uma refinaria de Luanda com maior celeridade, com uma diminuição substancial da importação de alguns produtos, com realce à gasolina. Ou seja quando esse trabalho acabar gastaremos menos dinheiro com a exportação de capitais e talvez poderemos estar em condições de exportar gasolina para alguns países africanos”,afirmou.

Módulos
O acordo, que foi assinado entre o PCA da Sonangol, Carlos Saturnino e o administrador da multinacional italiana Eni em Angola, António Vella, prevê dois módulos diferentes. Um deles prevê o envolvimento da Eni em termos de planeamento, organização, trabalho e manutenção geral da refinaria de Luanda.
Prevê-se, de igual modo, a inauguração e desenvolvimento de um modelo económico e operacional para a refinaria de Luanda, para melhorar toda a parte operacional e a sustentabilidade da refinaria, no valor de 60 milhões de dólares.
O segundo módulo, no valor de 120 milhões de dólares, tem a ver com a instalação de uma unidade nova que vai contribuir para o aumento substancial da produção de gasolina.

Histórico
Tudo começou em Novembro do ano passado quando a Sonangol assinou um memorando de entendimento estratégico que previa, entre outros módulos, a participação da Eni na gestão, exploração e produção de petróleo da refinaria de Luanda. O acordo previa de igual modo a formação técnica dos trabalhadores, bem como a exploração das energias renováveis.
As relações entre as duas empresas são grandemente apoiadas pelos respectivos estados.