Especial

Presidente é por uma nova ordem financeira

A descentralização do sistema mundial é dos desafios que o Chefe de Estado acentuou na sua intervenção na ONU como das tarefas a adoptar pela organização

O Presidente João Lourenço, no seu discurso, quarta-feira, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, na 73ª Sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) defendeu “que se deve adoptar uma descentralização do sistema financeiro mundial, que deverá basear-se tanto na promoção dos sistemas de integração comercial e económica regionais, como no fortalecimento das instituições financeiras regionais em termos que permita um desenvolvimento económico mais sustentado”.
Na sua intervenção, o estadista angolano disse que em toda a história como país independente, a colaboração com as Nações Unidas foi permanente, o que permitiu que se esteja, hoje, empenhados não só no nosso próprio relançamento económico, mas também na busca de soluções para a total pacificação, democratização e desenvolvimento da África Austral e da África Central.
João Lourenço manifestou toda a disponibilidade de Angola para continuar a apoiar os esforços na promoção da cooperação entre as nações de todo o mundo, na consolidação da paz e na defesa de relações de cooperação, do comércio e do investimento no plano bilateral e multilateral.

Adequar-se aos novos tempos
O Chefe de Estado angolano pediu nesta quarta-feira, em Nova Iorque, reformas na Organização das Nações Unidas, adequadas aos novos tempos.
Para o Presidente João Lourenço, o surgimento de novos pólos de poder económico e financeiro e de avanço técnico e científico justificam a redefinição das suas estruturas de intervenção.
No seu discurso na sede da ONU, pediu também o alargamento do Conselho de Segurança, de modo a representar melhor as diferentes regiões geopolíticas.
Considerou essencial que a ONU assuma um papel cada vez mais activo na promoção e acompanhamento dos processos de democratização política, económica e social para a solução dos conflitos decorrentes, na maioria, de políticas autoritárias e de exclusão, do radicalismo ou da ingerência em assuntos internos de Estados soberanos.
Referiu que a bipolarização do mundo, com sistemas políticos e económicos antagónicos, não facilitou a aplicação de princípios a favor da paz e da segurança internacional.
Enalteceu o papel da ONU na abolição do colonialismo e promoção dos direitos do homem.
Acredita que com a participação de todos os Estados, a ONU reassume a sua acção voltada para a construção de uma ordem pacífica no mundo.
Para si, não se justifica que continuem a proliferar, sem aparente solução, conflitos injustificáveis e de diferentes dimensões, com populações a sofrer e abandonadas a sua sorte.