Especial

“Livre trânsito” ao investidor

Presidente da República garantiu que Angola está mais aberta ao investimento privado estrangeiro e a um diálogo, concertação e colaboração mais próxima e permanente com os organismos financeiros

O Presidente João Lourenço aquando de sua estada, esta semana, nos Estados Unidos, concretamente em Nova Iorque, aproveitou o momento para junto de empresários daquele país dar garantias que as portas de Angola estão abertas para a entrada do investimento americano.
Na ocasião, João Lourenço disse que “a nova legislação sobre o investimento estrangeiro e sobre a concorrência e combate aos monopólios, designadamente a Lei do Investimento Privado e a Lei da Concorrência, assim como a nova política cambial, reduzem drasticamente os entraves ao investimento e garantem maior protecção legal aos investidores estrangeiros, permitindo-lhes transferir para o exterior os seus dividendos e lucros e o repatriamento de capitais”.

Modalidade BOT
Para o presidente angolano, os investidores angolanos podem entrar nas parecerias público-privadas, nos grandes projectos a realizar na modalidade “Constrói, Opera e Transfere” ou BOT.
Nesta, segundo disse o Chefe de Estado, preve-se para breve a abertura do concurso público para a construção do Porto e sua base logística da Barra do Dande.
Já no novo Aeroporto Internacional de Luanda, em fase de conclusão, uma vez lançado o concurso público, é desejo angolano que os empresários americanos se interessassem na gestão e operação do emprendimento, das suas áreas comerciais, dos espaços para a construção das indústrias e serviços logísticos e de hotelaria do aeroporto.

Rota dos cruzeiros
O potencioal turístuico de Angola é outro dos vários postais de retratos feitos perlo Presidente João Louirebnço aos investidores e homens de negócios dos Estados Unidos.
Conforme os relembrou, a indústria do turismo tem um enorme potencial em Angola, não só ao longo da vasta costa marítima com a implantação de hotéis e resorts, o que coloca Angola na rota dos cruzeiros internacionais, como também o turismo rural junto das belezas naturais, ou ainda o turismo nas reservas naturais e ambientais.
“É bom que encaremos os próximos anos como os do aumento da nossa cooperação a todos os níveis, na certeza de que continuamos abertos a trabalhar convosco no interesse do progresso e bem-estar dos povos dos nossos respectivos países”, disse.

Produzir tractores e alfaias
Angola, nesta etapa do seu desenvolvimento, pretende dar particular interesse ao investimento privado estrangeiro na área da indústria farmacêutica. O que não ficará para trás nas linhas de prioridades é a produção de tractores, alfaias e outros implementos agrícolas, a indústria de fertilizantes, sementes e defensivos para a agricultura, pois a riqueza dos solos e o potencial hidrico fazem sonhar com uma terra auto-suficiente e capaz de gerar excedentes para vender aos exterior.
“Gostaríamos ainda de contar com os investidores americanos para desenvolver a nossa indústria do ferro e do aço. Dispomos de outros mineiros, como o ouro, o cobre, e metais raros por explorar e para os quais convidamos também os investidores americanos”, conclui.

Empresariado

Amcham já definiu que quer
atrair mínimo de 70 empresas

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos em Angola, também designada AmCham Angola quer, nos próximos tempos, a implantação de 70 empresas norte-americanas como parte da sua estratégia de reforço da presença americana em África.
De acordo com intervenções anteriores à imprensa angolana do director executivo Pedro Godinho, que também esteve na comitiva presidencial presente em Nova Iorque e quem mobilizou o fórum de negócios, a AmCham tem como objectivo desenvolver as relações comerciais entre os EUA e Angola, culturais e académica, com o objectivo comum de atrair investimentos.
Recorde-se que para a atracção de investimentos nos sectores da energia, transporte, agricultura e agro-indústria, a AmCham elaborou, juntamente com a AIPEX, um guia de investimento para Angola, revista produzida em forma digital e física.
Pedro Godinho disse que o guia, patrocinado pela câmara, deverá ser distribuído a mais de três milhões de empresas americanas, às embaixadas dos EUA e de Angola, com foco no investimento dos EUA em Angola.
O documento identifica áreas de negócio e as condições, no quadro da nova Lei do Investimento Privado e a Lei da Concorrência, que são instrumentos muito importantes para sensibilizar e atrair os investidores que tanto esperavam por uma nova lei.
Com forte presença no sector dos petróleos, os americanos também começam a reforçar a sua marca nos domínios da agricultura, indústria e apoiam-se numa maior disponibilidade da banca em financiar seus empresários.
Em África, a cooperação económica dos EUA é liderada pela Nigéria, seguida da África do Sul. O terceiro lugar no pódio coube a Angola.