Especial

Governo avalia capacidade de fornecimento da cesta básica

O Governo vê como solução para o equilíbrio da balança comercial a aposta no Programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi).

O Governo vê como solução para o equilíbrio da balança comercial a aposta no Programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi).
A atenção tem sido redobrada pelo Ministério da Economia e Planeamento (MEP), a fim de que o projecto tenha maior sustentabilidade. Para tal, trinta e sete projectos foram já aprovados pelos bancos comerciais contratados pelo Governo para financiar o Prodesi. Destes projectos, fazem parte 138 solicitações efectuadas desde 2019, até à presente data, pelos produtores nacionais e agentes económicos no âmbito do Projecto de Apoio ao Crédito (PAC).
Entretanto, o MEP está a organizar encontros provinciais para conhecimento da capacidade local de fornecimento da cesta básica. A ideia das reuniões é transmitir aos comerciantes e produtores industriais de bens da cesta básica a privilegiarem a aquisição de matérias-primas e bens produzidos em Angola, por ser uma forma de apoiar o aumento do emprego e a criação de rendimento para os angolanos.

Delegação ao mais alto nível
O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, o secretário de Estado para a Economia, Mário João, o Director Nacional para a Economia, Competitividade e Inovação, César Araújo e o Chefe do Departamento para a Economia, João Nkosi, chefiam as quatro delegações que integram quadros seniores do Banco Desenvolvimento de Angola (BDA) e quatro empresas de consultoria em preparação de projectos de pedido de financiamento bancário.
Hoje, estarão no Luena (Moxico), Huambo e Uíge. No dia 7, Cuito (Bié), Saurimo (Lunda Sul) e no 9, em Ndalatando (Cuanza Norte), Dundo (Lunda Norte) e Malanje. Encontros já ocorreram no Lubango (Huíla), Ondjiva (Cunene) e Caxito (Bengo), Benguela e MBanza Congo (Zaire).
Centralizam nas discussões dos eventos, a apresentação das equipas do BDA e as empresas de consultoria que vão trabalhar em cada província com as cooperativas e micro empresas locais.
Além isso, deve-se fazer um balanço dos pedidos de financiamento bancário, para o PAC, que estão a ser acompanhados pelo Gabinete de Desenvolvimento Económico Integrado da Província, assim como apresentar a estratégia de identificação de até 15 cooperativas para apoiar em cada província, com a elaboração dos documentos para pedido de financiamento, incluindo o projecto de investimento, apoio com capital próprio, a estruturação e treinamento da equipa de gestão e o acesso ao mercado.
Um outro propósito é promover acordos de compra e venda futura entre comerciantes e produtores industriais de bens da cesta básica e outros essenciais. Trata-se do cumprimento do Decreto Presidencial N.° 23/19 de 14 de Janeiro, que obriga os importadores a priorizarem a compra dos bens da cesta básica e as suas matérias-primas produzidos em Angola, em detrimento da sua importação.
Para os encontros que vão acontecer nas capitais provinciais fazem parte os comerciantes, industriais e produtores nacionais.
O problema da falta de título de concessão de terra, de transporte, para o escoamento dos produtos, de estudo de viabilidade económica, a morosidade na cedência de crédito e a degradação das vias de acesso, são algumas das principais inquietações dos produtores e agentes económicos.
No âmbito do Progama de Apoio ao Crédito (PAC), a banca disponibilizou para o primeiro ano 141 mil milhões de kwanzas, de um valor global de 800 mil milhões.

Oferta
Num encontro recente, o ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, disse que o país ainda não está nos níveis em que se deseja, porque está a ser feita de forma faseada para que se produza mais em Angola. No interior do país, começa-se a assistir a um aumento da oferta de produtos nacionais.
Sérgio Santos lamentou o facto de muitos empresários importarem o sal, farinha de trigo, de mandioca e de milho quando o mercado nacional oferece capacidade de produção e cobertura das necessidades de consumo.
Afirmou que não se justifica a importação dos referidos produtos quando há moagens, água, terrenos e disponibilidade de quadros para apoiar na produção nacional.
O Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), para Sérgio Santos, vai ajudar a reduzir a precariedade das vias secundárias e terciárias utilizadas na circulação de produtos nacionais que chegam dos campos agrícolas.
“Com o programa de apoio ao crédito, queremos apoiar os empresários na cadeia de valor, financiando as suas iniciativas”, disse.