Especial

Fundo Monetário Internacional elogia medidas macroeconómicas do Governo

As autoridades angolanas pelas medidas adoptadas para mitigar o impacto do choque do preço do petróleo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) enalteceu as autoridades angolanas pelas medidas adoptadas para mitigar o impacto do choque do preço do petróleo, estabilizar as condições macroeconómicas e implementar acções direccionadas à diversificação da economia.
Segundo uma nota do Banco Nacional de Angola (BNA), que cita o FMI, a instituição de Bretton Woods concluiu, no dia 23 de Janeiro de 2017, a consulta a Angola ao abrigo do artigo IV do seu Convénio Consultivo.
Refere que a consulta foi realizada com base na recolha de informações de natureza económica e financeira, além de ter sido discutidas com autoridades angolanas, em função da evolução da economia, as políticas económicas do Estado angolano.
Segundo o FMI, citado pelo BNA, o choque do preço do crude foi um dos factores críticos da redução substancial das receitas fiscais e do abrandamento do crescimento, sendo que a inflação acelerou e verificaram-se igualmente desequilíbrios no mercado cambial.

Ajustamento orçamental
Os administradores do FMI realçaram a consolidação significativa realizada até à data no saldo primário não petrolífero, mas sublinharam que no futuro será necessário um ajustamento orçamental continuado para colocar a dívida pública numa trajectória descendente clara e, em simultâneo, apoiar o crescimento económico no médio prazo.
“Os administradores instaram a esforços concertados para conter o crescimento da massa salarial, melhorar a qualidade do investimento público, continuar a racionalizar os subsídios expandindo, em simultâneo, a assistência social bem orientada para os pobres, e reforçar as receitas não petrolíferas”, lê-se no documento.
O FMI destacou a necessidade de preservar a saúde do sector bancário e apoiar os esforços das autoridades para reforçar os quadros de supervisão bancária e de resolução.
Recomendaram a realização de avaliações rigorosas da qualidade dos activos, e enalteceram as acções das autoridades para assegurar que os bancos mais fracos sejam recapitalizados.