Especial

Feira de importação e exportação em Argel

A Argel, capital da Argélia, vai albergar de 13 a 14 no próximo mês de Abril, o primeiro salão Import–Export Inter-africano (IMPEX) em que vão participar várias empresas angolanas que actuam neste segmento de mercado.

A Argel, capital da Argélia, vai albergar de 13 a 14 no próximo mês de Abril, o primeiro salão Import–Export Inter-africano (IMPEX) em que vão participar várias empresas angolanas que actuam neste segmento de mercado.
Dados da organização que o JE teve acesso avança que o evento enquadra-se no âmbito das acções empreendidas para acompanhar o lançamento efectivo da Zona de Livre Comércio Continental Africana (ZLECAF) que se efectivará a partir de Julho de 2020.
O propósito é também fortalecer o intercâmbio entre as empresas africanas que operam em sectores como a agricultura e indústria transformadora com foco na importação e exportação de bens e serviços.
A organização considera que é ainda uma oportunidade para desenvolver potenciais de produção, medir o grau de competitividade dos produtos no mercado africano.

Desafios na ZLCA
A fase operacional do Acordo de Livre-Comércio Continental Africano lançada o ano passado, durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Africana, representará um mercado de 1,2 mil milhões de pessoas e será gerido por cinco instrumentos operacionais.
Entre os instrumentos estão a definição das regras de origem dos produtos, fórum de negócios online, monitorização e eliminação de barreiras aduaneiras, sistema de pagamentos digitais e criação do Observatório de Comércio Africano.
Entretanto, o lançamento da fase operacional acontece numa altura em que 27 países ractificaram o acordo, assinado agora por 54 dos 55 países da União Africana, depois de a Nigéria, a maior economia do continente, ter assinado e ractificado o documento no decorrer da cimeira. A União Africana está optimista e acredita que irá levar a um aumento de 60 por cento do comércio dentro do continente até 2022.
No entanto, alguns analistas apontam “grandes desafios” para o sucesso do Acordo de Livre Comércio em África, tendo em conta os actuais blocos regionais da África Austral como a (SADC), África Ocidental (CEDEAO), Central (CEMAC) e Oriental (EAC)”.
Os especialistas acreditam que, igualmente cada um tem as suas prioridades. Por exemplo, indicam que países da África Oriental darão prioridade à sua região e só depois à zona de Livre Comércio Africana.
Consideram que embora África seja uma só, “não está unida”. Por isso, apelam que a prioridade deve ser fortalecimento dos blocos regionais e, quando estes forem fortes o suficiente, podem tornar-se uma avenida em direcção a um bloco comercial africano.