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Cidadãos defendem punição exemplar aos maus prestadores de serviço público

À entrada dos hospitais, postos de identificação ou mesmo de registo civil é notória a concentração de pessoas.

À entrada dos hospitais, postos de identificação ou mesmo de registo civil é notória a concentração de pessoas. A lei do mercado diz que quanto maior for a oferta de um bem ou serviço menor é a procura. Sendo o inverso válido, as enchentes em muitas das repartições ou instituições de prestação de serviços públicos admite-se ser sinal claro da escassez da oferta do serviço pretendido ou em casos mais excessivos da existência de uma burocracia tal, que facilita o surgimento de intermédiários, como se vê em muitos postos de atendimento público.
Há entre nós o ditado segundo o qual o cabrito come aonde está amarrado, mas os dias de hoje apelam a que se mude a consciência do servidor público, para que o cabrito passe a trabalhar mais e produzir ainda melhor aí onde está amarrado.
O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social de um tempo a esta parte apostou na implementação dos Serviços de Apoio ao Cidadão vulgo SIAC, mas como era de esperar estes são auxiliares, não substituem nem anulam a que os outros actores públicos ou privados consigam prestar serviços com a qualidade que se exige.
Luanda, que conta com mais de quatro milhões de habitantes, tem Siac no Talatona, Viana e Cazenga. Há ainda outros serviços iguais no Huambo, Cuanza Norte e Huíla. Como se vê, são úteis, mas não chegarão a todos os cantos ao mesmo tempo. Urge a necessidade de os hospitais, por exemplo, que nos últimos tempos estão na liderança das listas de reclamação dos consumidores modernizarem os serviços, além de os serviços de proximidade (centros médicos, postos e outras unidades) fazerem melhor o seu papel de auxiliares às unidades de referência.
A lupa desta semana do “A Voz do Cidadão” foi buscar a opinião dos cidadãos sobre a qualidade do serviço público prestado nas mais variadas esferas. Aliás, por esta altura a educação (onde os colégios cobram duplas propinas) e a saúde (em que os hospitais não têm até seringas, algodão ou mesmo pinças e tesouras) são os mais visados. Todavia, os cidadão também querem ver melhorado o registo de nascimento e de identificação civil.