Especial

Arte da arquitectura em montra

A ideia surgiu numa universidade em Londres, onde os três jovens angolanos se formaram em arquirectura.A paixão dos três em criar foi crescendo durante a formação, assim como o seu conceito de idealizar estruturas de arquitectura e concepção de espaços.

A ideia surgiu numa universidade em Londres, onde os três jovens angolanos se formaram em arquirectura. A paixão dos três em criar foi crescendo durante a formação, assim como o seu conceito de idealizar estruturas de arquitectura e concepção de espaços.
Bruno Frenel Ferreira Omban dza, Danecia Nicácia Chaves Sibingo e Joess Avelino Gourgel dos Santos, juntaram-se e tão cedo acreditavam que a pretensão projectada na universidade sairia do sonho à realidade. Bruno Ombandza formou-se em arquitectura de interior na Escola Superior de Arquitectura (ESAMA) e é especialista na conservação de patrimónios históricos. A Danecia Sibingo estudou arquitectura na AA (Architectural School ofArchitecture), em Londres.

Concretização
Como “quem corre por gosto não se cansa” foi, assim, que em 2014 constituíram a empresa Artis Aedi, um projecto vocacionado para as áreas de arquitectura, urbanismo, engenharia e design de interiores (composição e decoração de ambientes internos-cômodos de casas, escritórios e palácios), cuja iniciativa tornou-se de dimensão internacional com obras exibidas em mais de 10 países como Londres (Reino Unido), França, Arábia Saudita, Dubai (Emiratos Árabes Unidos), Nigéria, África do Sul, Ilhas Maurícias, Moçambique, Kénia, Tanzânia, Congo e em Marrocos, neste, pertencente a África do Norte, em 2013, onde um dos sócios teve a oportunidade de trabalhar e partilhar experiências no Grupo ATT CONCEPT, permitindo-o conceber projectos, como a reconversão da zona portuária da província de Tanger a Norte daquele país árabe, além de projectar complexos residenciais, centros culturais e de
escritórios na capital Rabat. Um dos percursores venceu uma competição de design para construir um pavilhão em Londres. O pavilhão ficou exposto ao público em Beadford Square e posteriormente levado para a galeria de Phillips de Puy e Company, onde foi comprado por Yves Carcelle, CEO da LVMH (Moet Hennessy and Louis Vuitton).
Outro esteve envolvido em projectos ligados a várias instituições públicas e privadas em Angola, com destaque para o Palácio da Justiça e a nova sede da Assembleia Nacional. Existem ainda em carteira vários projectos para serem concretizados, sendo um do Consórcio Muangolé (obra já foi adjudicada), e um outro virado para a construção de um edifício na Ilha de Luanda. É uma infra-estrutura composta por um embasamento comum e duas torres separadas com funções distintas entre apartamentos e hotel. A empresa Artis Aedi participou igualmente no loteamento e urbanização de projectos privados em Cabinda e em Cacuaco, no “Mayé-Mayé”, que teve o seu início a 6 de Junho de 2015.

Soluções urbanísticas
A ideia da Artis Aedi é ajudar no caos urbanístico que se instalou na cidade aplicando modelos integradores para facilitar a construção nas zonas legais e autorizadas, assim como procurar evitar assimetrias regionais e o abandono do interior. Outro propósito é a geração de emprego, para o desenvolvimento harmonioso dos centros urbanos e eliminação da pobreza, da insegurança e das zonas degradadas e suburbanas. Joess Avelino dos Santos, formado em arquitectura na Oxford Brookes University no Reino Unido, disse que o mercado tem estado a crescer bastante embora as oportunidades tenham estado a reduzir bastante, devido à situação económica e financeira do país, mas “há bases sólidas para crescer”. “As pessoas estão satisfeitas com o nosso trabalho”, afirmou, para acrescentar que estão, numa primeira fase, mais focalizados em Luanda, tendo como pretensão alargar para o interior do país na medida em que as solicitações forem aumentando”, sustentou. Para Joess dos Santos, o objectivo do grupo é fazer com que hajam mais concepções de mérito internacional, unindo o modernismo e a vertente cultural de cada país.
Já Danecia Sibingo, o desafio é proporcionar oportunidades para os jovens recém-formados em Angola, apesar da situação financeira, pois a sociedade está cada vez mais a reconhecer e valorizar o papel dos arquitectos, que têm estado empenhados na reconstrução do país.