Especial

Angola ganha novas instituições de ensino superior

Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros analisou um diploma que prevê a criação de instituições de ensino superior privadas em algumas das oito regiões académicas que o país possui

Novas instituições de ensino superior privadas devem ser criadas em algumas das oito regiões académicas do país. O objectivo é o de promover uma melhor distribuição territorial destes estabelecimentos.
A informação consta do comunicado de imprensa da III reunião ordinária da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, que apreciou um diploma que prevê a criação de instituições de ensino superior privadas.
De acordo com a nota, é também objectivo do diploma a criação de oportunidades para que a população e os jovens nas diferentes províncias obtenham formação e contribuam para o desenvolvimento de Angola.
De acordo com a nota, o objectivo é promover uma melhor distribuição territorial das instituições de ensino superior e a criação de oportunidades para que a população e os jovens nas diferentes províncias obtenham formação e contribuam para o desenvolvimento de Angola.
Nesse mesmo âmbito, a Comissão procedeu à apreciação de um outro diploma que visa a criação do Instituto Superior de Saúde Multiperfil, com sede na província de Luanda, instituição que desenvolverá as suas actividades de formação, investigação científica e de extensão universitária na área das Ciências da Saúde.
Nesta reunião orientada pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente, a Comissão foi informada da criação de 91 cursos que careciam de regulação em 18 instituições de ensino superior.
A medida, lê-se no comunicado, visa dar uma solução definitiva a um problema que aflige mais de dez mil estudantes que concluíram licenciaturas em cursos que careciam de regularização, assim como aos mais de 16 mil discentes que frequentam actualmente cursos que se encontram na mesma situação.
Entretanto, o ministro da Educação, Pinda Simão, afirmou que o Executivo continua aberto ao diálogo com parceiros e o Sindicato dos Professores (Sinprof) com vista a discutir aspectos ligados à defesa dos interesses dos trabalhadores e a consequente melhoria das condições sociais e de trabalho.
O ministro reconheceu ser vocação dos sindicatos defender os interesses dos trabalhadores e que, por isso, se procurou sempre manter um diálogo aberto. “Sempre estivemos abertos ao diálogo e à reivindicação dos interesses dos professores e não lembro o contrário. Nunca houve vontade para não dialogar”, referiu.
“Viemos à reunião dar informação complementar de como a situação evoluiu”, sublinhou o ministro, que lamentou o facto de o Sinprof partir para a greve mesmo quando parte dos pedidos feitos pelos professores estava a ser analisada e resolvida.