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Telecom procura os 150 mil clientes

O director comercial da Angola Telecom, Bartolomeu Pereira, disse em Luanda que a sua instituição perdeu mais de 150 mil clientes nos últimos 10 anos por causa da emigração da rede fixa para a móvel.

O director comercial da Angola Telecom, Bartolomeu Pereira, disse em Luanda que a sua instituição perdeu mais de 150 mil clientes nos últimos 10 anos por causa da emigração da rede fixa para a móvel.
Bartolomeu Pereira, que falava aos jornalistas durante um um encontro reservado que manteve com directores dos diferentes sectores da empresa, afirmou que, nos últimos anos, a cifra de clientes da empresa desceu de 200 para os actuais 50 mil.
Segundo o gestor, 26 anos depois a empresa trabalha para assegurar o serviço de telefonia fixa no mercado.
Por sua vez, o gestor de desenvolvimento da Angola Telecom, António Sercal ,sublinhou que o foco da empresa recai sobretudo para os segmentos da telefonia fixa e serviço de dados.
“Quando se trata de ligar as capitais provincias, a Angola Telecom constitui o principal prestador de serviço. Apesar das dificuldades, o gestor mostrou-se satisfeito pelo facto de a empresa continuar a liderar o serviço de telefonia fixa, com foco para as empresas e instituições do Estado”, disse.
De acordo com o resposável, as mudanças que se registaram no sector das telecomunicações, obrigaram a empresa a eleger a telefonia fixa e o serviço de dados como seu nicho de mercado.
Nos últimos dias, os níveis de crescimento registados na adesão ao serviço de dados um pouco por todo o país permitiram a empresa esperar
por dias melhores.
Há 26 anos no mercado, a Angola Telecom continua a ser a principal prestadora de serviços de voz e dados a nível nacional. Ela resulta da fusão entre antiga Enatel e Eptel.
Actualmente, a empresa dispõe de uma importante quota de mercado no interior do país, onde a instalação de linhas telefonicas soma e segue.
Na província do Huambo, por exemplo, durante o ano passado a empresa instalou mais de 19 mil e 140 linhas telefónicas e de internet no período entre entre Março e Agosto
do ano passado.
De acordo com o director provincial Faustino Muteca, a meta era devolver o serviço de dados e voz aos clientes, depois de recuperar o sistema de fibra óptica vandalizado
pelos munícipes.
Para manter a cobertura dos serviços na região centro e sul do país, a Angola Telecom depende de três linhas de transmissão de sinal, sendo a principal entre Benguela/Huambo e como alternativa, a via Lubango/Huambo e ao mesmo tempo, Malange/Bié e Huambo, estando ainda em fase de conclusão a montagem da linha Waku Kungu/Huambo, tornando-a, deste modo, na região mais bem servida em termos de transmissão.
Nesta zona, a empresa possui também serviços de transmissões em micro-ondas e por satélite, para acautelar eventuais danos que possam ocorrer na fibra óptica, sobretudo nesta época das chuvas e sobretudo de preparação de terras para
o cultivo agrícola.