Empresas

Recicladoras pretendem exportação

Os responsáveis por empresas que tratam do lixo apelaram, ontem em Luanda, à redução da burocracia, para tornar viável a sua actividade, nomeadamente na exportação de produtos reciclados.

Os responsáveis por empresas que tratam do lixo apelaram, ontem em Luanda, à redução da burocracia, para tornar viável a sua actividade, nomeadamente na exportação de produtos reciclados.
Num encontro com a Agência Nacional de Resíduos, os empresários manifestaram-se também contra as instituições que até ao momento não sabem separar os vários tipos de lixo (orgânico) e (inorgânico).
Patrícia Marques, empresária do ramo, disse existir muita burocracia para os licenciamentos dos produtos feitos em Angola para o mercado internacional.
Para si, a falta de equipamento adequado, bem como o reconhecimento das empresas especializadas em reciclagem dificultam o crescimento
deste ramo de actividade.
A empresária explicou que o país já produz material, a partir do lixo, que são exportados, mas há obstáculos para colocar esses produtos no mercado estrangeiro, porque muitas instituições impõem barreiras desnecessárias.
“O nosso país está a produzir materiais a partir do lixo. Com os poucos recursos que temos, conseguimos levar os nossos produtos para outras partes do mundo, mas precisamos de apoio por parte dos ministérios a fim de conseguirmos trazer mais divisas para Angola” - disse.
Em relação à separação dos resíduos, o empresário António Teixeira afirmou, por sua vez, que muitas operadoras não fazem o devido tratamento do lixo, o que tem dificultado o trabalho das empresas de reciclagem.
Segundo o empresário, é necessário que se crie projectos para a separação dos resíduos a fim de facilitar que as empresas de reciclagem elaborem
um material aceitável.