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Quipungo estuda caminhos para crescimento da região

Os desafios da diversificação da economia e do desenvolvimento sustentável estimulam a administração municipal de Quipungo a mobilizar empresários para investir em sectores estratégicos da região, conhecida como a terra do Grão Branco.

Os desafios da diversificação da economia e do desenvolvimento sustentável estimulam a administração municipal de Quipungo a mobilizar empresários para investir em sectores estratégicos da região, conhecida como a terra do Grão Branco.
O primeiro passo neste sentido foi dado com a realização do Fórum Municipal de Negócios, que aconteceu na última sexta-feira, e juntou vários empresários interessados em conhecer as potencialidades e as oportunidades
de negócios do Quipungo.
O potencial do município é conhecido pelo clima favorável para a prática da agricultura. Os níveis de colheitas anuais fazem de Quipungo o principal produtor de milho e líder no sector da pecuária com uma população ganadeiro estimada
em 375 mil cabeças.
A administradora municipal, Amélia Casimiro, apresentou durante o fórum, as potencialidades existentes no sector da agricultura e turismo. Quipungo é um dos municípios, cujo território compõe o Parque Nacional do Bicuar, uma reserva natural que regista nos últimos
anos o regresso de animais.
Amélia Casimiro aproveitou, no entanto, a plateia de empresários para informar que o município precisa de investimento em quase todos os sectores. A educação, saúde, hotelaria, banca e outros serviços estão abertos a investimentos necessários para atender a demanda
dos cerca de 145 mil cidadãos.
As reservas agrícolas da região, são vastas e aguardam por homens de negócios com capacidade para dinamizar a prática da agricultura em grande escala quer nas zonas baixas como nas culturas de sequeiro.
Segundo a administradora, Quipungo está a merecer atenção do governo central que aposta na recuperação dos perímetros irrigados na comuna sede, no Sendi e Chicunco com mais de 110 mil hectares à prática
da agricultura mecanizada.
Indústria moageira
Amélia Casimiro convidou os empresários nacionais e estrangeiros a investir na indústria moageira para a transformação do milho em fuba.
A administradora, disse que o município celeiro do grão branco produz uma média anual de cerca de 75 mil toneladas de milho. Esta quantidade, explicou, precisa ser aproveitada e transformada em fuba, a base da dieta alimentar da população da província da Huíla e da região sul.
Por isso, afirmou que os investimentos dos empresários neste sector vai impulsionar o aumento da produtividade e tirar melhor rendimento da cultura de cereais com a transformação do milho.
“Há aqui 7 moagens a martelos, mas sem capacidade de absorver toda produção de milho colhida, quer pelos camponeses tradicionais, quer por pequenos agricultores. Por isso, está em aberto para os empresários interessados em investir
neste sector”, argumentou.
Amélia Casimiro disse por outro lado, que o município precisa também de indústrias panificadoras. A canalização de investimento na exploração e transformação de madeira e na prospecção mineira para o levamento do potencial real existente do subsolo, são incentivados
pelas autoridades locais.