Empresas

Potencialidades atraem indonésios

A par das trocas comerciais assentes na exportação de alguns bens manufacturados para Angola, a Indonésia está pronta a investir localmente na indústria de sabão, óleo de palma, turismo, infra-estruturas e caminhos-de-ferro, declarou quarta feira (15) o director da Câmara de Comércio e Indústria para África, daquele país asiático, Mintadjo Halim.

A par das trocas comerciais assentes na exportação de alguns bens manufacturados para Angola, a Indonésia está pronta a investir localmente na indústria de sabão, óleo de palma, turismo, infra-estruturas e caminhos-de-ferro, declarou quarta feira (15) o director da Câmara de Comércio e Indústria para África, daquele país asiático, Mintadjo Halim.
Numa entrevista concedida à Angop, após um acordo de cooperação assinado entre a Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA) e sua similar da Indonésia, Mintadjo Halim disse que seu país voltou-se para a África, nos últimos dois anos, e particularmente para Angola, com objectivos de cooperar nos mais diversos domínios.
Os sectores dos petróleos e minerais, construção, estradas e indústria de automóveis também fazem parte do leque de áreas em que os
indonésios pretendem cooperar.
O director da Indonésia, que se fez acompanhar de uma delegação de cinco membros, que integrava também o embaixador daquele país para Angola, mas residente na Namíbia, disse que o objectivo do encontro é fortalecer a cooperação com Angola e que o acordo rubricado com a sua
similar já era muito esperado.
Reiterou que estão dispostos a investir em todos sectores, mas antes enviarão uma equipa para Angola a fim de fazer prospecção, realçando que sabem do potencial petrolífero de Angola e que igualmente com boas intenções para esse domínio.
“ Sabemos também que Angola exporta muita matéria-prima e nós queremos contribuir para que esta beneficie o país através de montagem
de indústrias locais”, afirmou.
Em relação à vinda da delegação de empresários indonésios para prospectar áreas de investimentos e inteirar-se sobre o ambiente de negócios em Angola, o responsável disse que provavelmente será concretizada no princípio de 2018.

Trocas Comerciais

As relações económicas entre Angola e Indonésia, segundo Mintadjo Halim, estão fracas e o comércio não ultrapassa os três milhões de dólares
norte-americanos por ano.
Estes valores decorrem das trocas comerciais assentes na importação, por Angola, de sabão, óleo de palma e produtos têxteis da Indonésia.
Por outro lado, o indonésio disse que estão dispostos a exportar outros produtos como papel e café – embora Angola já produza.

Taxas Aduaneiras

A parte indonésia referiu-se também ao facto das taxas aduaneiras de alguns produtos que exportam para Angola estarem agravadas, o que
dificulta as trocas comerciais.
Sugeriu a redução das taxas para certos produtos, justificando que com a baixa pode-se praticar um comércio livre.

Parceiros em África

Quanto aos parceiros com quem mais faz negócios no continente, o director da Câmara de Comércio Indústria da Indonésia apontou a Nigéria e a África do Sul referindo que Angola ficou para atrás, por isso estão envidando esforços para restabelecer a cooperação económica.

Câmaras de Comércio Indústrial de Angola

Por sua vez, o secretário-geral da CCIA, Gomes Tiago, disse à Angop que esperam do acordo assinado o fortalecimento das relações com a similar da Indonésia.
Referiu que os dois países têm boas relações políticas e diplomáticas e que agora é o momento de ambos estabelecerem relações empresariais. “ É esse o nosso objectivo. Vamos procurar promover missões de negócios e participar em feiras com a classe empresarial angolana”.