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Plano de Desenvolvimento traduz perspectivas ao detalhe

A visão de como se vai desenvolver Angola no período 2018-2022, descritas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), é detalhista, profunda, coerente e traduz a realidade, segundo consideram alguns dos intervenientes nos encontros de apresentação feitos, esta semana, pelo Ministério da Economia e Planeamento (MEP).

A visão de como se vai desenvolver Angola no período 2018-2022, descritas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), é detalhista, profunda, coerente e traduz a realidade, segundo consideram alguns dos intervenientes nos encontros de apresentação feitos, esta semana, pelo Ministério da Economia e Planeamento (MEP).
A embaixadora da Namíbia em Angola, decana do corpo diplomático e o economista Lopes Paulo foram duas vozes com claro apoio às políticas previstas no PDN 2018-2022. O ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, disse ser esta a estratégia de crescimento para o curto prazo.
“O factor importante a realçar é que o crescimento médio anual do sector não petrolífero que será mais robusto e se situará na ordem dos 5.1 por cento”, disse.
Realizados em datas e locais distintos, os encontros mobilizaram os empresários, corpo diplomático acreditado em Angola, imprensa e parceiros de cooperação para o desenvolvimento e instituições multilaterais. Este último
grupo reúne apenas hoje.

Visão dos empresários
No encontro com a classe empresarial, o ministro Manuel Nunes Júnior que discursou na abertura, afirmou que as projecções efectuadas no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022 indicam, para esse período, uma economia com um crescimento médio anual em
termos reais de 3 por cento.
Quanto ao sector petrolífero, prevê-se, nesse quinquénio, um ramo com crescimento médio anual negativo de cerca de 1.8 por cento, o que significa que o não petrolífero terá de ter um crescimento, suficientemente, forte para contrabalançar este sinal negativo.
O governante avançou também que no domínio não petrolífero os principais motores do crescimento serão os sectores da agricultura com uma taxa média de crescimento de 8.9 por cento, das pescas com 4.8, da indústria transformadora com 5.9, dos serviços incluindo o turismo com 5.9 e da construção com 3.8.
“Para que estas metas sejam alcançadas, teremos de ser rigorosos e muito focados na implementação do programa de Apoio à Produção Nacional, da promoção das exportações e substituição das importações, o Prodesi”, defendeu.

Com diplomatas
O ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, presidiu ao encontro com os diplomatas. Nesta ocasião, a embaixadora da Namíbia, Cláudia Uoshona, aproveitou o momento para agradecer em nome dos diplomatas e reconheceu que o PDN é um programa bem elaborado, profundo e detalhado.
“É importante para Angola porque está a detalhar os programas das diferentes áreas e para o desenvolvimento de todo o país”, disse.
Para ela, o PDN, para a Namíbia, é importante, porquanto coincide também com visão desenhada para 2020-2030 por parte do seu país.
“São importantes por ilustrar em como se vai desenvolver o país”, concluiu.

Com jornalistas
No encontro com a imprensa, prestigiado pelo ministro João Melo, o MEP solicitou dos profissionais da comunicação uma maior compreensão e divulgação do documento, para que a mensagem possa chegar até ao cidadão comum numa linguagem acessível. 2018-2022.