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Petrolífera estatal relança prospecção

A Sonangol, empresa estatal do ramo petrolífero, responsável pela administração e exploração de petróleo e gás natural do país, projecta o relançamento da prospecção, pesquisa e exploração do “Ouro Negro”, nos próximos cinco anos, nomeadamente nos Blocos 48, no Onshore Cabinda Norte e Centro, nas áreas de desenvolvimento, campos marginais e ainda no Onshore do Kwanza e Congo, Blocos 1, 5 /06, 46 e 47, respectivamente.

A Sonangol, empresa estatal do ramo petrolífero, responsável pela administração e exploração de petróleo e gás natural do país, projecta o relançamento da prospecção, pesquisa e exploração do “Ouro Negro”, nos próximos cinco anos, nomeadamente nos Blocos 48, no Onshore Cabinda Norte e Centro, nas áreas de desenvolvimento, campos marginais e ainda no Onshore do Kwanza e Congo, Blocos 1, 5 /06, 46 e 47, respectivamente.
Esta garantia da retoma da exploração foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, durante a conferência de imprensa em alusão as comemorações dos 42 anos de existência da operadora do Estado, na qual fez efez um balanço provisório do seu consulado, no qual foi nomeado em Novembro de 2017. “Temos que voltar a pensar na exploração e para acompanhar esta dinâmica do contexto actual”, disse.

Plano de actividades
No que diz respeito ao plano de actividades para os próximos anos, Carlos Saturnino referiu que, além da pesquisa, prospecção e exploração, está em vista a implementação de medidas de contenção de custos, aumento de eficiência da empresa e das suas subsidiárias, a revisão dos processos críticos e a reavaliação dos investimentos com foco na sustentabilidade e criação de valor para a economia angolana.

Investimento em refinação
Carlos Saturnino afirmou ser importante um forte investimento em refinação e promoção do potencial de cada bloco para atrair investidores externos e para acompanhar esses objectivos.Encontra-se em vista a construção das refinarias do Lobito, Cabinda, bem como a modernização da actual e única refinária de Luanda. “Os nossos gastos com os produtos refinados importados variam entre 50 a 100 milhões de dólares por semana. E precisamos reverter essa situação”, frisou.
Além disso, o gestor máximo da Sonangol adiantou ser necessário trabalhar fortemente no capital humano, relançar a motivação, o forte envolvimento nas actividades de reestruturação, na movimentação de pessoal sempre que necessário, na optimização dos negócios, actividades, funções, na estrutura organizacional, avaliação de desempenho, no sistema de remuneração e na compensação dos trabalhadores do grupo.
O novo PCA disse ter priorizado a realização de um diagnóstico do estado real da empresa, pelo que agora trabalha na reestruturação da companhia e no resgate da imagem da concessionária nacional junto dos parceiros internacionais. Esse processo pode durar cerca de dois anos.

Facturação esperada
As actividades de Janeiro deste ano deram um resultado positivo de receitas totais arrecadadas de 1 mil milhão e 158 milhões de dólares, de 18 carregamentos e 12 milhões de barris, que pode vir a somar 18 mil milhões de dólares norte-americanos por ano de facturação total.

Exploração de Gás é Prioridade

O presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, anunciou durante a conferência de imprensa, que uma das prioridades do seu pelouro é a aposta forte na produção de gás, abrindo portas a mais investidores interessados com o objectivo de duplicar a produção e quebrar o monopólio neste sector.
“A Angola LNG deve estar determinada em alcançar a excelência operacional e ser um líder nos padrões de desempenho da indústria, promovendo simultaneamente oportunidades de negócios”, disse.
A Angola LNG é o maior produtor de Gás Natural Liquefeito (LNG) a operar em território angolano, localizada na cidade do Soyo, e no entanto em 2008 estabeleceu a sua base corporativa em Luanda. É uma das principais empresas do sector privado no país que mais investe no desenvolvimento do sector social, estando concentrada de uma forma ampla no crescimento do país e das capacidades técnicas, profissional e de gestão do seu pessoal em território angolano.
Lançado em 2007 para aproveitar o gás natural resultante da exploração petrolífera, o projecto reúne, além da Chevron (36,4 por cento), a angolana Sonangol (22,8 por cento a britânica BP Exploration (13,6 por cento), a italiana ENI (13,6 por cento) e a francesa Total (13,6 por cento).