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Negócio da Valinho atinge Usd 30 milhões

Cerca de 30 milhões de dólares é o volume de negócio anual da empresa Valinho que tem uma linha de 53 produtos diferentes de charcutaria em Angola. A informação foi avançada esta semana, em Luanda, pelo director da empresa, Carlos Ferreira.

Cerca de 30 milhões de dólares é o volume de negócio anual da empresa Valinho que tem uma linha de 53 produtos diferentes de charcutaria em Angola. A informação foi avançada esta semana, em Luanda, pelo director da empresa, Carlos Ferreira.
O responsável avançou que o alcance dos resultados surge em função do lançamento de uma linha de novos produtos denominados “Marca saborosa”, como fiambres “Chandula”, linguiça e chourição com gindungo, assim como da consolidação da empresa no mercado com outros produtos tradicionais.
Com uma capacidade instalada para produzir 10 mil toneladas de produtos por ano, a empresa está apenas a ser aproveitada 25 por cento do seu potencial face às dificuldades inerentes à obtenção de divisas para compra da matéria-prima no mercado externo.
Carlos Ferreira aponta para a necessidade de se manter o ritmo de trabalho, para criar novos produtos a fim de contribuir para o desenvolvimento da economia e garantir a sustentabilidade da mão-de-obra existente que é estimada actualmente em 200 pessoas.
O gestor assegurou que, a linha de fatiados da Valinho tem a capacidade para cortar 10 mil fatias de enchidos por segundo e de conservar em frio 2.500 toneladas de produtos.
Segundo o responsável, a marca Valinho procura satisfazer plenamente os seus consumidores com a qualidade dos seus produtos e serviços que presta, conseguindo, assim manter uma relação de confiança e fidelidade com os seus clientes.

Desenvolvimento
Fumados, charcutaria, fiambres, afiambrados churrascos, são todos produtos desenvolvidos a partir de carne seleccionada de elevada qualidade, receitas tradicionais e processos naturais de fabrico, onde sobressaem os aromas intensos e os sabores excepcionais que surpreendem os paladares mais exigentes.
Desde 1996 que a Valinho está no mercado angolano é considerado líder no mercado neste segmento.
Dados disponibilizados pela empresa apontam que em 2006 foi a etapa da finalização da construção do entreposto e alteração da designação da empresa para “Carnes Valinhos S.A”.
Em 2008 foi construída a primeira unidade de transformação de carnes de Angola e dois anos depois, isto é, em 2010, foi a fase da realização de um forte investimento na capacidade de armazenamento.
Em 2011 e início de 2012 realizou em parceria com o grupo Primor a “Fileira alimentar”.
Carlos Ferreira acredita que a marca Valinho mantém a sua performance no mercado nacional em função da sua estratégia de produção de charcutaria de qualidade, com matéria-prima de excelência, que alia receitas tradicionais e tecnologias modernas de produção, com rigoroso supervisionamento de qualidade.

Comerciantes
pedem bancos

Os comerciantes que operam no município do Tomboco, a 150 quilómetros de Mbanza Kongo, Zaire, solicitaram às entidades competentes a necessidade de abertura de dependências bancárias na circunscrição para facilitar as transacções.
Em declarações à Angop, foram unânimes em afirmar que a inexistência de bancos na vila do Tomboco tem dificultado a vida dos agentes económicos e não só no acesso aos serviços proporcionados pela banca num lado, e por outro, a actividade comercial.
Para o comerciante Sidi Elbou, de nacionalidade mauritaniana, que há cinco anos desenvolve a sua actividade na localidade, a ausência de bancos influencia negativamente nos seus negócios, pois os rendimentos obtidos diariamente são guardados em casa com todos os riscos.
Por sua vez, Eduardo Lukau, munícipe, mostrou-se agastado com a não abertura, desde 2014, de uma dependência do Banco de Poupança e Crédito (BPC) construída na localidade.
“É constrangedora uma vila localizada na estrada nacional estar desprovida de bancos. O mais caricato é que há um balcão do BPC erguido desde 2014 na sede municipal continua fechado e a degradar-se sem um pronunciamento das entidades
de direito.