Empresas

Modelo de criação da ZEE já tinha defeitos à partida

O economista Alves da Rocha considera que as empresas que ese encontram na Zona Económica Especial (ZEE) estão agora integradas no Pólo Industrial Luanda-Bengo.

O economista Alves da Rocha considera que as empresas que ese encontram na Zona Económica Especial (ZEE) estão agora integradas no Pólo Industrial Luanda-Bengo.
“Toda concepção feita no anterior Governo estava errada, pelo facto de serem definidas na base em que o Estado traçou os lotes e as actividades económicas quedeviam fazer parte dela”, referiu.
Em entrevista ao Jornal de Angola, o director do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC) aclarou que, em muitos casos, o Governo comprou os equipamentos e depois pretendia ver aquilo sob controlo de privados.
O economista avançou que o Estado deve disponibilizar terrenos infra-estruturados, água, energia, criar oportunidades de instalação e prestação de serviços, por via do Guiché Único de Empresas, modelo, que na sua visão, facilita a criação de empresas, venda de terrenos ou arrendamento, com o objectivo de cobrir determinados custos da parte do Estado.
Alves da Rocha sublinhou ainda que é deste modo que se criam, se fomentam as zonas económicas especiais e pólos industriais. “E não como o Estado entender que, por exemplo, se instale uma fábrica de agulhas, quando o empresário privado alegar que seria do seu interesse instalar uma fábrica de corta-unhas”.

Privatizações
Para Alves da Rocha, o processo de privatizações de empresas públicas é um sinal positivo, que assegura que o Estado não tem que manter em funcionamento empresas que não tenham capacidade de sobrevivência à custa do erário público. “As empresas devem ser privatizadas, mas receio que só haja interesse da parte do sector privado em comprar empresas públicas falidas”, refere.

Livre comércio
No que toca à Zona de Comércio Livre (ZCL), o especialista afirma que o país já adiou três vezes a subscrição do acordo e nem por isso se verificam as alterações das condições exigidas.
No seu entender, o mercado interno continua a enfrentar os mesmos problemas de sempre, como o da competitividade, produtividade e
de gestão macroeconómica.
“Creio que este problema deixará de existir, a julgar pelas palavras do Presidente da República, segundo as quais, Angola vai mesmo passar a fazer parte da ZLC. E portanto, o país vai ter de aprender fazendo”, concluiu.