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Investimento português caminha lentamente

O presidente de direcção da Câmara de Comércio e Indústria Portugal/Angola (CCIPA), João Luís Traça, declarou , em Luanda, que a capacidade de investimento das empresas portuguesas.

O presidente de direcção da Câmara de Comércio e Indústria Portugal/Angola (CCIPA), João Luís Traça, declarou , em Luanda, que a capacidade de investimento das empresas portuguesas no mercado angolano está dependente da sua capacidade de financiamento e das condições em que esse financiamento é concedido.
“Sem financiamento, nomeadamente financiamento em divisas, as empresas portuguesas terão menos oportunidade para participar, não só nos projectos de diversificação da economia de Angola, mas também em se internacionalizarem a partir de Angola para os demais países da SADC - um mercado de várias centenas de milhões de consumidores”, sublinhou o responsável no terceiro encontro Angola/Portugal, sob o lema “Novo ciclo, novas oportunidades”, que juntou em Luanda empresários dos dois países.
Luís Traça reconheceu que o mercado da SADC é um desafio e uma oportunidade para as empresas portuguesas, mas sem financiamento será certamente uma ameaça.
A par das linhas de financiamento, o responsável do CCIPA entende ser fundamental a assinatura de um Acordo de Protecção Recíproca de Investimento, no contexto do financiamento dos projectos, pois no âmbito das operações de financiamento não basta que os projectos sejam rentáveis, é também necessário que sejam “bancáveis”.
Mais do que investir nos recursos naturais, destacou que ao longo das últimas décadas os empresários portugueses investiram, sobretudo, “nos angolanos”, acreditaram nos angolanos como clientes, consumidores, colaboradores, e especialmente,
parceiros de negócios.
Neste processo de relações económicas e empresariais, o presidente do CCIPA enfatizou também a necessidade de aumentar a presença da mulher na actividade empresarial.