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Governo recebe proposta para a reabilitação de 400 km de estradas em três províncias

O Ministério da Construção e Obras Públicas recebeu uma proposta da empresa alemã Gauff Engineering (construção civil e consultoria na área de engenharia).

O Ministério da Construção e Obras Públicas recebeu uma proposta da empresa alemã Gauff Engineering (construção civil e consultoria na área de engenharia) para a reabilitação de cerca de 400 quilómetros de estradas em três províncias do Sul de Angola. A informação foi avançada ao JE, na 35ª edição da Feira Internacional de Luanda (Filda), pelo engenheiro civil Carlos Mendes, da empresa alemã, que disse estar o “assunto bem encaminhado” a nível do Ministério da Construção e Obras Públicas, mas preferiu não mencionar os nomes das províncias, onde a intervenção vai ser feita, porque “as estradas ainda não estão sinalizadas”. O engenheiro civil considerou os últimos três anos um período difícil para as empresas de construção civil e obras públicas no país, “onde quase nada era feito”. Para ele, o sector está em período de recuperação, encontrando-se o Ministério da Construção e Obras Públicas com várias propostas de empreitadas, que estão a merecer o devido tratamento. Carlos Mendes disse, por outro lado, que “as infra-estruturas de transporte criam condições para o estabelecimento de mais empresas de produção e prestação de serviços, aumentando a perspectiva de um maior crescimento económico”. Recuperação de estradas O especialista em engenharia civil é, actualmente, director de um projecto de construção de 33 quilómetros de estrada no troço que liga Cariango ao Mussende, província do Cuanza Sul, pertencente à Estrada Nacional 240. O trabalho é executado, há dois meses, por um consórcio formado pela Gauff Engineering e pela empresa brasileira Queiroz Galvão, cada uma das quais com atribuições diferentes na construção dos 33 quilómetros de estrada “num troço que era uma picada”, explicou o engenheiro da empresa alemã. A construção de 33 quilómetros de estrada entre Cariango e Mussende está orçada em 39 milhões e 900 mil euros, montante financiado por uma linha de crédito alemã, adiantou o engenheiro civil, que não precisou a quantia destinada à obra em curso na província do Cuando Cubango. O grau de execução técnica da obra no Cuanza Sul está em 30 por cento, disse Carlos Mendes, que anunciou a criação de dois turnos, para o trabalho ganhar “maior dinâmica”, com vista à sua conclusão em Dezembro, prazo estabelecido pelo banco Commerz Bank e pelo Governo angolano. “Vamos cumprir com o prazo estabelecido e apresentar uma estrada com qualidade e durabilidade”, garantiu o director do projecto, que disse estar a construção da estrada a ser fiscalizada por uma empresa alemã e pelo Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA). O troço sob intervenção nunca foi asfaltado e faz parte da via que liga a Quibala ao Mussende, que, segundo o engenheiro civil, “estava, até há pouco tempo, isolado”, sobretudo no período da chuva em que era impossível chegar àquela localidade. A construção da estrada entre a Quibala e o Mussende ficou paralisada em 2014, quando chegou a Cariango, faltando terminar os últimos 33 quilómetros, empreitada entregue ao consórcio, depois da selecção, pelo Ministério da Construção e Obras Públicas, de uma proposta apresentada por ambas as empresas. A gestão do projecto, o controlo da qualidade e o financiamento são responsabilidades da Gauff Engineering, enquanto a Queiroz Galvão intervém na execução técnica da obra, mas sob supervisão da empresa alemã. A Gauff Engineering, de acordo com Carlos Mendes, trabalha com bancos e seguradoras de crédito à exportação de renome mundial, que garantem um “financiamento adequado”. Parceria idêntica existe entre a Gauff Engineering e a construtora brasileira Inzag, ex-Zagop, na construção de 80 quilómetros de estrada entre Cuchi e Cutato, na província do Cuando Cubango. Em Angola desde 1995, a Gauff Engineering tem agora trabalhado, em parceria com o Instituto Nacional de Estradas de Angola, como agente fiscalizador e, como tal, já interveio nas obras executadas nas estradas de Kifangondo, Caxito, Uíge, Negage, troço Nzeto/Mbanza Kongo e na via Sumbe/Gabela/Quibala, que estavam a cargo de empresas chinesas e brasileiras, como a CRBC e a Queiroz Galvão.