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Fusão entre IFE e INAPEM dará maior apoio às firmas

O Instituto de Fomento Empresaria(IFE) e o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequena e Médias Empresas(INAPEM) irão fundir ainda este mês de Abril, com o objectivo de dinamizar ainda mais o desempenho do Estado no apoio à classe empresarial privada do país.

O Instituto de Fomento Empresaria(IFE) e o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequena e Médias Empresas(INAPEM) irão fundir ainda este mês de Abril, com o objectivo de dinamizar ainda mais o desempenho do Estado no apoio à classe empresarial privada do país.
A intenção é tornar as instituições do Estado cada vez mais ao serviço do empresariado privado e fomentar a sua actividade em vários sectores da economia nacional.
Segundo apurou o JE de uma fonte do Ministério da Economia e Planeamento, o documento de aprovação da fusão entre as duas instituições públicas segue este mês para o Concelho de Ministros para a devida apreciação.
A nova instituição dará primazia às Micro, Pequenas e Médias empresas que terão um papel relevante no desempenho das acções da instituição.
Acredita-se ainda que com a fusão das duas entidades vai se acabar com os embaraços de competências entre as instituições, trazendo uma nova abordagem das matérias voltadas ao apoio à classe empresarial privada tornando-a mais eficaz e eficiente.
O foco do Executivo, segundo a mesma fonte do JE, é voltado à classe de empreendedores ligada às Micro, Pequenas empresas e gradualmente, as grandes empresas, que poderão beneficiar daquelas que são as políticas incentivadoras voltadas para esta classe empresarial.

Formação de empresários
A fornte do JE adianta ainda que a nova instituição que resultará da fusão vai continuar com as acções do Inapem no que refere à formação dos empresários, “mas num formato totalmente diferente, onde haverá maior articulação com as universidades e com instituições internacionais vocacionadas à capacitação e formação da classe empresarial privada.
Assim, as incubadoras, que são perspectivas do Inapem, doravante, passam a ter um paradigma diferente de actuação, muito mais assemelhado àquilo que são as práticas internacionais.
A fonte assegura que o que se quer são empresários mais formados e com capacidades para poderem ajudar o Executivo angolano a alavancar a economia e a aumentar o número de emprego, tornando-se auto-suficientes em sectores estratégicos da economia do país.
Cabe, também, à instituição fazer avaliação económica dos projectos numa perspectiva a montante, bem como a sua gestão financeira e avaliação de risco.
Por outro lado, em função dos programas aprovados pelo Executivo angolano, a nova instituição terá um papel não só de facilitador, mas também de avaliar a conformação de processos quer em termos da lei, na sua caracterização e aconselhamento, no que se refere às perspectivas económicas e os focos para desenvolver-se no segmento de negócio para que os processos não sejam rejeitados durante o estudo de viabilidade aos empresários que realmente mostrem ser capazes de materializar os seus negócios.

Burocracia
Quanto à questão da burocracia processual, a fonte assegura que também foi salvaguardada, sendo mais célere uma vez que o processo de desburocratização institucional traçado pelo Executivo começou com o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), sendo transversal, que vai permitir que a actividade empresarial privada se concretize, englobando várias instituições do Estado.
O foco do instituto também é de formalizar a actividade económica no país, porque grande parte das estatísticas do sector real é informal.
Por isso, é preciso formalizar este sector que, também, passa pelo processo de desburocratização.
“Os empreendedores devem se sentir motivados a formalizar a sua actividade económica perante as instituições do Estado ao mesmo tempo que ganham a cultura de contribuições fiscais”, sustenta a fonte.

Visão do empresário
Reagindo à medida, o empresário Jorge Baptista diz que a intenção do Executivo é louvável, uma vez que dá mostras em querer sintetizar os procedimentos a nível das instituições do Estado.
Mas o empresário mostra-se céptico quanto ao resultado que este órgão poderá vir a alcançar.
“Espero que o paradigma seja totalmente diferente do que a classe empresarial até hoje tem se debatido com dificuldades processuais e na certificação dos empresários”, disse.
Como diz, desta forma “ficaremos à esperar para conferir qual será o real impacto desta nova instituição no mercado nacional”, sustentou.

IFE e Inapem
O Instituto de Fomento Empresarial (IFE) tem a missão de implementar as políticas e estratégias de fomento empresarial para as Grandes Empresas e Grupos Empresariais Nacionais, ao passo que o Instituto Nacional de Apoio a Micro, Pequenas e Médias Empresas, (INAPEM) tem a tarefa de acompanhar, certificar e classificar os empreendedores singulares.