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Empresários sul-africanos reforçam presença em Angola

Angola tem muitas regiões e condições climáticas que permitem a produção de várias culturas alimentares, industriais e ornamentais, assim como a exploração pecuária das mais variadas espécies de animais e aves, o que poderá torná-la numa potência agropecuária, considera o secretário de Estado para Agricultura e Pecuária, Carlos Alberto Pinto

Angola tem muitas regiões e condições climáticas que permitem a produção de várias culturas alimentares, industriais e ornamentais, assim como a exploração pecuária das mais variadas espécies de animais e aves, o que poderá torná-la numa potência agropecuária, considera o secretário de Estado para Agricultura e Pecuária, Carlos Alberto Pinto
O governante falava esta semana em Luanda durante o fórum “agronegócios Angola/África do Sul”, que visou a troca de experiências entre empresas dos dois países, para o reforço das relações comerciais. Ressaltou que a África do Sul tem um “know-how” invejável com o qual se tornou numa potência na aplicação e desenvolvimento do conhecimento científico aliados aos recursos financeiros.
“Juntando estas sinergias temos tudo para um bom acasalamento das nossas potencialidades, na medida em que haverá vantagens mútuas”, disse acrescentando que a cooperação estratégica com os sul-africanos é uma prioridade procurando pôr em prática os vários acordos já existentes.
Carlos Alberto Pinto assegurou que o país está a criar outras condições que facilitarão o estabelecimento de empresários que queiram investir na agricultura.
Assegurou o reforço da capacidade das instituições do Estado no sector da agricultura, melhoria da informação estatística agrícola e o reforço da capacidade na investigação como as principais condições em curso.

Dinamismo
Por seu turno, o presidente da Câmara de Comércio Angola/África do Sul, Victoriano Nicolau considera que os empresários angolanos precisam aprender a fazer negócios numa economia de mercado e não numa economia protegida pelo Estado.
O responsável sublinhou que o mercado sul-africano tem inúmeras oportunidades de negócio que podem ser uma mais-valia local que se estendem desde a formação, agronegócio, assim como nas tecnologias de informação.
“A iniciativa dos negócios deve ser dos empresários com suporte dos dois governos no estabelecimento de linhas de crédito e pacotes de investimento adequado aos objectivos que se pretende atingir”, asseverou.
Revelou ainda que está previsto para Março deste ano um encontro empresarial na África do Sul entre os empresários das duas economias, a fim de abordarem o desenvolvimento das suas relações comerciais.

Reformas
Na ocasião, o presidente do Conselho da Agência para a Promoção do Investimento e Exportação de Angola (Apiex), Belarmino Van-Dúnem fez saber que o país está a fazer uma reforma em todo seu sistema de investimento para permitir que os processos sejam menos burocráticos.
Para Belarmino Van-Dúnem o objectivo é que nos próximos tempos o balanço desta missão empresarial venha resultar em fortes parcerias.
Já o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino afirma que um dos problemas que mais afligia os sul-africanos em relação ao nosso