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Empresários do Bengo satisfeitos com programas

Os empresários do sector mineiro na província do Bengo mostraram-se bastante satisfeitos pelas iniciativas e incentivos que o governo local está a proporcionar à classe, tendo em conta os objectivos dos programas traçados.

Os empresários do sector mineiro na província do Bengo mostraram-se bastante satisfeitos pelas iniciativas e incentivos que o governo local está a proporcionar à classe, tendo em conta os objectivos dos programas traçados.
O chefe das operações da CoreAngol, uma empresa transformadora no ramo da exploração de inertes, Miguel Manuel, disse que os programas virados ao sector, sobre os recursos minerais, chegam numa altura em que a região necessita de reordenar o sector e assim “todos juntos participarmos neste processo
em que se está envolvido.”
O empresário fez saber que “sendo a primeira vez que o governo reúne com os empresários para a discussão dos problemas, ficamos bastante satisfeitos em função de a direcção do gabinete do Comércio, Indústria e Recursos Minerais ter feito tudo, para a materialização dos objectivos”. Miguel Manuel disse que a empresa que representa tem um vasto domínio no ramo mineiro, mas a situação económica que o país atravessa impede-os de materializar certos projectos que têm em carteira.”
Por isso, acrescentou, na medida do possível aos poucos a empresa tem se apoiado no sector social cumprindo assim com as suas obrigações neste particular.
“A CoreAngol, até aqui, ainda não encontrou dificuldades. Somos parceiros do Governo. Nós estamos de mãos dadas com o Estado e vamos continuar a ter este intercâmbio para o bem das populações”, disse.
Miguel Manuel realçou, igualmente, que algumas empresas de exploração de inertes têm sentido o impacto da concorrência desleal no ramo da exploração. Explicando que a CoreAngol tem muito material, “o problema reside na sua comercialização, pois estamos a 30 por cento
da nossa capacidade”, disse.
Por outro, Pedro Lemos, outro empresário no ramo de inertes, disse que trabalhar na área de mineração na província do Bengo, não é fácil tendo em conta as diversas dificuldades por que os empresários têm passado para a aquisição de alvará e de mão-de-obra especializada.
O empresário fez saber que, o programa sobre os recursos minerais traça medidas precisas no sentido de dinamizar o mesmo, de formas a todos saírem a ganhar rumo ao desenvolvimento da região.
“Temos certeza de que as novas políticas gizadas pelos órgãos afins a nível da província e com a criação da associação de mineiros na região, as coisas vão mudar para melhor”, disse Pedro Lemos.
O gestor disse que muitas empresas do ramo mineiro têm explorado inerte na província com as licenças caducadas. Por isso, os que as têm em dia sentem que estão diante de uma concorrência desleal, sustentou o empresário.
No entanto, com vista a se combater este fenómeno, o governo do Bengo estabeleceu um modelo de facilitação e acesso aos terrenos à luz da Lei de Terras aplicada ao Código Mineiro, que vai promover um debate sobre as transgressões administrativas geológico-mineira mais praticadas pelos operadores do sector, dar maior responsabilidade social na perspectiva do ordenamento do território e o pagamento das taxas
e emolumentos a nível local.