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Concessão de licenças trava projecto

Os investidores angolanos reclamam do Ministério da Saúde (MINSA) lentidão na concessão da licença para o lançamento do projecto EcoRepelente, depois de ter sido testado em laboratórios científicos.

Os investidores angolanos reclamam do Ministério da Saúde (MINSA) lentidão na concessão da licença para o lançamento do projecto EcoRepelente, depois de ter sido testado em laboratórios científicos.
Fernanda Renée Samuel diz não entender a posição do Minsa, já que o produto tem origem a partir de plantas com actividades de insecticidas. O primeiro produto foi em spray, e há pouco tempo, criou-se em sabonete, este último a pensar nas zonas rurais e periurbanas, onde o sabão é escasso, “e teria dupla acção, o da higiene, isto é, na limpeza corporal, e ao mesmo tempo repelia o mosquito através do cheiro que ficaria impregnado na pele”.
A fonte esclareceu que Angola em 2016 enfrentou o maior surto de malária, o qual custou a vida de muitos jovens e crianças angolanas. Preocupados com o surto e com o objectivo de ajudar o Executivo no combate à morte causada pela picada do mosquito, em parceria com a Universidade Jean Piaget, a empresa apostou nesta gama de negócios. “Este produto foi criado por toda a equipa da AmbiReciclo que integra jovens de diferentes áreas de formação como ambiente, químicos, engenheiros eletrónicos e de petróleos, mas teve o acompanhamento científico do Dr. Tana Lukeba Canda, investigador científico profissional da Universidade Agostinho Neto”, revelou. Para a sua venda, Fernanda Samuel acredita que o produto chegue ao mercado apenas em 2019, devido ao entrave do Minsa.
“Se as coisas continuarem do jeito que andam, poderemos tomar a decisão de vender a patente para outros países, visto que temos recebido várias propostas do exterior”, confidenciou.