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Comércio cresce nas praças do Bié

O maior mercado paralelo do Tchissindo localizado na zona periférica do Cuito, é considerado o centro de embarque e desembarque de mercadorias importadas e exportadas provenientes de várias localidades do país.

O maior mercado paralelo do Tchissindo localizado na zona periférica do Cuito, é considerado o centro de embarque e desembarque de mercadorias importadas e exportadas provenientes de várias localidades do país.
É um mercado superlotado, onde é visível a entrada e saída de mercadorias do campo e industrial, desde roupas e calçados, que tem ajudado no sustento de muitas famílias.
A reportagem do JE esteve no mercado e verificou a agitação existente no local, desde os camponeses que procuram escoar os seus produtos, vendedores que negoceiam os preços, e a presença de pessoas que fazem a pesquisa do mercado para buscar mercadoria na capital do país.
O elevado número de vendedores de fardo e roupas novas provenientes da China, Brasil e Tailândia, estão perfilados a exibirem os variados produtos e marcas.
Em suma, é o mercado onde é possível encontrar quase tudo a preço mais acessível, e que tem sido a escolha para muitos populares, desde a classe baixa até a alta dessa província.
Mariano Canjaia, 28 anos e vendedor de roupa, há três anos, disse ao JE, que frequenta o 2º ano do curso de contabilidade e gestão na escola superior politécnica do Bié, “enquanto estou desempregado, aproveito fazer o meu negócio”, afirmou.
Para Jacinta Natende outra jovem de 24 anos, técnica média em Ciências Sociais, é igualmente vendedora, mas de fardo há quatro anos, no mercado paralelo do Tchissindo, afirma haver rendimento no negócio.
“Terminei o ensino médio há dois anos e não consegui ingressar no ensino superior, por isso, compro balões de fardo para revender. O lucro depende da referência da roupa que compramos”, disse.
Jacinta Natende assegurou que o negócio é rentável desde que saiam boas peças e tenham a concorrência dos compradores. Indagada sobre o fluxo de clientes, Jacinta disse que o vendedor é que deve ter técnicas de persuasão para a rentabilidade do negócio e atrair mais clientes para si.

Recargas telefónicas
O número de jovens vendedores de recargas telefónicas na via pública aumenta diariamente nas artérias da cidade do Cuito com o encerramento de algumas instituições comerciais privadas, nos últimos anos. O JE, efectuou uma ronda nas artérias da cidade do Cuito e constatou a presença de jovens e adultos entre 18 e 40 anos de idade a comercializar este produto. De quilómetros em quilómetros é visível a presença de vendedores de saldo, facto que era difícil há alguns meses nesta localidade.
Segundo apurou o JE do vendedor Maurício Jamba, estudante da 11ª classe, a falta de emprego para custear as despesas escolares estã na base da actividade