Empresas

Associados pedem incentivos à classe

A economia nacional só pode retomar o seu clima de certeza e melhorar o ambiente de negócio, se houver também um maior incentivo ao empresariado nacional.

A economia nacional só pode retomar o seu clima de certeza e melhorar o ambiente de negócio, se houver também um maior incentivo ao empresariado nacional.
Segundo o presidente da Associação Angolana de Comércio de Importação e Exportação, Luís Feliciano, a visita do Presidente João Lourenço a Portugal, depois de um interregno de mais de 5 anos, além de fortalecer a relação político-diplomática, vem desanuviar o clima de ostracismo que se vivia nos últimos anos, rompendo com o tabu do declínio da nossa realidade económica.
“Em suma, a visita vem dinamizar e dar certeza a investidores estrangeiros de que podem retornar em Angola porque tudo está a ser feito para melhorar o ambiente de negócios”, disse Luís Feliciano.
“Creio que a sua visita vai promover, dissuadir e acima de tudo, dar certeza que Angola de hoje está melhor que o de ontem, começando pela lei do investimento privado e da concorrência, que são indicadores suficientes para atrair investidores. Mas o que mais preocupa o empresariado angolano neste momento de recuperação económica é a variante imposto, a instabilidade cambial, e sobretudo a desvalorização da moeda, se tivermos que considerar a relação das empresas com o mercado externo”, disse.
Segundo o responsável, o Ministério das Finanças continua a penalizar os contribuintes por intermédio da AGT, utilizando instrumentos normativos de outros quadrantes, quando a nossa realidade é outra, focalizando a sua acção nas multas e taxas de juro, sem preocupar-se com a instalação de condições para que a relação entre as duas entidades seja mais saudável à manutenção dos postos de trabalho com o pagamento dos impostos justos.
Quanto a dívida com Portugal, a associação tomou conhecimento via comunicação social por intermédio do Ministério das Relações Exteriores do pagamento de 50 por cento da dívida que o Estado angolano tem com empresários portugueses.
“Quanto a isso, estou com um sentimento ambivalente (felicidade e tristeza). Felicidade porque o Executivo está a honrar com o compromisso do passado para com as empresas, é a imagem do país que está a ser escrutinado. E tristeza porque parece-me que o Executivo tem-se focado mais para o exterior esquecendo as empresas nacionais, dando mostra de valorização os empresários estrangeiros”.
O empresário disse que “o Presidente não deveria aceitar que o Ministério das Finanças lhe envie relatório a dizer que as dívidas de empresas de angolanos estão a ser pagas. Isso não é verdade. A ser verdade deveriam publicar o nome dessas empresas, já que a moda é também transparência que neste segmento não está acontecer, talvez a Secretária do Tesouro deve saber porque que não se paga e nem torna transparente”.