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As directivas do BNA

O BNA determinou, recentemente, que os bancos comerciais sujeitos à sua supervisão devem observar, diariamente, uma posição cambial global que não exceda cinco (5) por cento dos seus Fundos Próprios Regulamentares.

O BNA determinou, recentemente, que os bancos comerciais sujeitos à sua supervisão devem observar, diariamente, uma posição cambial global que não exceda cinco (5) por cento dos seus Fundos Próprios Regulamentares.
No mesmo instrutivo, o Banco Central fez saber que os bancos devem vender o excesso de posição cambial no mercado cambial interbancário ou a si, imediatamente, após o envio dos comprovativos das operações. Determinou, de igual modo, que a posição cambial seja apurada em euros e que deverá ser aplicada a taxa média de câmbio de referência em vigor no dia a que as mesmas se referem.
Em Novembro do ano passado, Num outro instrutivo, o BNA já havia determinado que o valor percentual cobrado da venda de divisas deve respeitar o limite de dois (2) por cento sobre a taxa de câm bio de referência por este publicada. Quanto às comissões, deverão ser cobradas e pagas na moeda nacional.

Leilões mensais
O Banco Nacional de Angola diz ter disponível, para venda em leilões, o equivalente a 700 milhões de dólares, no mês de Janeiro. O valor está abaixo dos 1.200 milhões vendidos em Dezembro, representando menos 42 por cento, mas ajustam-se às necessidades do mercado.
Os referidos leilões serão feitos numa frequência diária, sobretudo por via de cartas de crédito para os bancos comerciais, casas de câmbio e operadoras de remessas.
Nesse sentido, o BNA assegura que a cada sessão divulgará, na sua página oficial, o montante disponibilizado, o número de participantes, as taxas de câmbio máxima e mínima admitidas bem como a taxa de câmbio média resultante da sessão.

Crédito à economia
A descentralização da venda de divisas do Banco Nacional de Angola (BNA) que teve o seu início em Outubro do ano passado, assim como o aumento da oferta cambial ao mercado formal poderá aumentar a rentabilidade da banca comercial.
A medida do novo regime cambial, e deste modo com a maior oferta de divisas poderá de igual modo impulsionar o aumento de concessão de crédito aos agentes económicos, assegurando deste modo o crédito à economia.
O Banco Prestígio inicia este ano a concessão de crédito de investimento, depois de ter aumentado, em Dezembro último, o seu capital social de 2,5 mil milhões para 7,8 mil milhões de kwanzas.
Segundo o seu administrador, Manuel Nicolau Diogo, o banco está agora em condições de apostar na concessão de crédito de investimento, por haver uma “almofada financeira”.
Em declarações à Angop, explicou que até agora o banco concede apenas crédito de curto prazo para apoio às operações de tesouraria de clientes.
Até 21 de Dezembro de 2018, o Banco Prestígio tinha um capital social mínimo que rondava os 2,5 mil milhões de kwanzas, cinco milhões abaixo do agora exigido pelo BNA.
A adequação dos fundos próprios regulamentares surgiu na sequência do aviso nº 2/2018 do Banco Central, publicado em Fevereiro de 2018, que orientava todos os bancos comerciais a aumentarem o capital social, de 2,5 mil milhões para 7,5 mil milhões de kwanzas. Até 31 de Dezembro último, quem não cumpriu a orientação do Banco Central deixará de operar no país.