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Angosat 1 facilita acesso à banda larga nas zonas rurais

A Angosat 1 vai permitir o alargamento do acesso da internet a nível rural, atingindo todos os recantos do país, disse na passada segunda-feira, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Angolacables, António Nunes.

A Angosat 1 vai permitir o alargamento do acesso da internet a nível rural, atingindo todos os recantos do país, disse na passada segunda-feira, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Angolacables, António Nunes.
Segundo a Angop, o Angosat 1 será o primeiro satélite de comunicação de angola. O contrato foi assinado pelas partes russas e angolanas no ano de 2009, tendo o trabalho iniciado no final de 2012.
O Angosat 1 é um satélite de comunicação geoestacionário angolano que se encontra em construção por uma empresa russa e que será operado pela Angosat. O satélite será baseado na plataforma USP Bus e sua expectativa de vida útil será de quinze anos.
O mesmo será equipado com dezesseis transponders em banda C e seis em banda Ku para fornecer serviços de telecomunicações para angola. A abrangência de cobertura do sinal de recepção na banda C deste, poderá afectar toda África e Europa.
Em declarações à Angop, à margem do workshop subordinado ao tema “Impacto socioeconómico do Angosat-1” António Nunes fez saber que essa infra-estrutura vai permitir o alargamento do acesso da internet a nível rural, o que considerou muito importante.
Por sua vez, o presidente da associação angolana de Provedores de Serviços de Internet (ASPSI), Sílvio Almada, assegurou que com a entrada em órbita haverá uma redução dos custos, uma vez que os operadores poderão pagar os serviços em kwanza.
Para o ministro das Telecomunicações e Medias do Congo Democrático, Lambert Omalanga, esse projecto é uma mais valia não só para Angola, mas para os países africanos que estão abrangidos pela “iluminação” do Angosat-1.

Venda do pacote

Por outro lado, um total de 65 por cento da capacidade da banda KU do Angosat 1 já estão reservadas, informou, a administradora executiva para a área comercial do Infrasat, Emília Dias.
De acordo com a dirigente da empresa Infrasat, responsável pelas vendas do Angosat 1, que falava no workshop sobre “Impacto socioeconómico do Angosat 1”, ainda disponíveis para negociar 35 por cento.
A banda KU, acrescentou, tem mais procura no mercado africano, enquanto a banda C, com mais demanda no europeu, tem 82 por cento disponível, estando os seus 18 por cento já vendidos.
Quanto ao mercado nacional disse terem vendido 87 por cento da banda C e os 13 foram para o mercado internacional, para a banda KU 53, que foi alocado ao mercado internacional, e 47 ao mercado nacional.
Revelou que houve uma incidência em cinco sectores primordiais de venda de banda que são o das telecomunicações, mídia, defesa e segurança, petrolíferas e nos de prestação de serviço, com realce para a última área.
As reservas, de acordo com a administradora, são pagas num valor equivalente à primeira prestação de modo a garantir a compra, daí existirem já reservas de Moçambique, Lesotho, Congo Brazavile, Congo Democrático, Togo e uma negociação em curso com o Reino da Bélgica.
Gestor adjunto do projecto Angosat 1 pela empresa Energy, que falou a partir de Baikonur, (Bielorússia, por vídeo conferência, Alexandre Calochi, fez saber que o trabalho está preparado no seu volume completo e já foi transportado para a área de lançamento.