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Angola e China reforçam programas de investimento

O quadro de cooperação de financiamento dos novos projectos desenvolvidos este ano entre Angola e a China ultrapassou os 10 mil milhões de dólares americanos, revelou , em Luanda, o embaixador chinês no país, Cui Aimin.

O quadro de cooperação de financiamento dos novos projectos desenvolvidos este ano entre Angola e a China ultrapassou os 10 mil milhões de dólares americanos, revelou , em Luanda, o embaixador chinês no país, Cui Aimin.
O diplomata, que discursava na cerimónia por ocasião dos 68 anos da proclamação da República Popular da China, celebrados este mês, adiantou que o volume de negócios resultou de vários projectos ligados à construção de infra-estruturas “com grande importância para o bem-estar do povo angolano”.
Dentro deste quadro, estão em conclusão o Centro de Demonstração de Tecnologias Agrícolas e o Instituto de Relações Internacionais, para além da quarta equipa médica chegada recentemente ao país, segundo o embaixador.
Cui Aimin revelou que os novos volumes de negócio, que supera os de 2016, mas sem mencionar os números, abrangeu igualmente a formação profissional e a cedência de bolsas de estudo em várias áreas que beneficiaram mais de 2.500 angolanos com talento.
No seu discurso perante convidados de várias instituições nacionais e internacionais, na sua maioria diplomatas acreditados em Angola, o embaixador afirmou que Angola é para o seu país um parceiro estratégico que funciona sob uma orientação de cooperação de “realidade, efectividade e sinceridade” que se aprofunda constantemente.
“O presidente João Lourenço disse na campanha eleitoral que Angola não pode viver sem parceiro. A China deseja continuar a ser amigo cordial e parceiro fiel no caminho de desenvolvimento angolano, dando apoio ainda mais efectivo à diversificação económica e elevação de investimento e financiamento, assim como formação técnica e entre outros meios”, enfatizou.
Adiantou que as empresas são o objecto principal de cooperação entre os dois países. Logo, apelou para que elas explorem novas áreas de cooperação e expandem a “conotação dessa cooperação”.
“As empresas chinesas em Angola devem implementar efectivamente o valor certo de justiça e benefício, impulsionar a operação local e internacional, remunerar activamente a sociedade local, integrar o desenvolvimento da empresa no desenvolvimento global do
país em que reside”, incentivou.
Por seu turno, pediu ao governo angolano para que continue a prestar apoio às empresas chinesas e forneça políticas mais preferenciais nos domínios como a facilitação de intercâmbio humano
e protecção de investimentos.
“Estamos convictos de que, sob os esforços das duas partes, a cooperação sino-angolana vai alcançar desenvolvimento ainda maior na base existente, e que a parceria estratégica entre a China e Angola vai entrar num novo patamar”, afirmou.