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Agro-negócio capta usd 230 milhões

Banco Mundial e a Agência Francesa de Desenvolvimento garantem financiamento para desenvolver as actividade no ramo agrícola

O projecto de desenvolvimento da agricultura comercial, lançado quarta-feira, em Luanda, pelo Executivo, visa aumentar a diversificação dos produtos nacionais, promover o emprego directo e o agro-negócio.
A informação foi avançada pelo secretário de Estado da Agricultura para o Sector Empresarial, Carlos Alberto Jaime Pinto, que na ocasião precisou que o projecto envolve um investimento de 230 milhões de dólares americanos e prevê o aumento da segurança alimentar, bem como contribuir para o crescimento económico e transformar a agricultura num sector produtivo competitivo e sustentável.
Financiada pelo Banco Mundial, com 120 milhões de dólares, e pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), com 100 milhões, a iniciativa promove, também, o uso eficiente de recursos públicos, medida que vai permitir impulsionar o ambiente de negócios no sector, no espaço de 6 anos, e permite o reembolso em 20 anos.

Abrangência
Numa primeira fase, o projecto vai abranger as províncias de Luanda, Bengo, Cuanza-Norte, Malanje. Na segunda fase, a capital e o Bengo voltam a beneficiar, já com a inclusão do Cuanza-Sul, Huambo, Bié, Huíla e Benguela.
Na fase inicial, ao todo serão beneficiados 12 municípios, nomeadamente Cazengo, Lucala, Cambambe e Golungo Alto (Cuanza-Norte), Malanje e Cacuso (Malanje) e Quibala, Libolo, Cela, Mussende, Quilenda e Amboim (Cuanza-Sul).
Segundo o secretário de Estado, o projecto vai beneficiar mais de dois milhões de habitantes em toda a extensão territorial, incluindo camponeses e empresários, e prevê criar 7.150 empregos para pequenos produtores.
Com o programa, o Ministério da Agricultura e Florestas quer imprimir a cadeia de valor de milho, soja, feijão, ovos, frango e café, aumentar a produtividade dos agricultores e o acesso aos mercados por grupos de produtores de micro, pequenas e médias empresas. O projecto prevê ainda a promoção e o apoio ao desenvolvimento do agro-negócio, que abarcará 80 milhões de dólares. Deste valor, 55 milhões destinam-se ao apoio directo à produção e comercialização agrícola e 25 milhões para
garantia parcial do crédito.
Para o desenvolvimento de infra-estruturas estão disponíveis 100 milhões de dólares, que servirão para a reabilitação e melhoria de estradas rurais, adoptando tecnologias adequadas, para aumentar a sua resistência e durabilidade, especialmente
durante a estação chuvosa.

Apoio garantido
O representante do Banco Mundial em Angola, Sebastian Molineus, garantiu que a instituição vai manter o apoio ao projecto do agro-negócio, para reduzir o número de crianças com má nutrição crónica,
estimado em 38 por cento.
Na ocasião, o engenheiro agrónomo Fernando Pacheco considerou que o projecto apresenta requisitos para garantir a segurança alimentar e fazer com que os programas agrícolas sejam expansivos para todas as regiões.
Por sua vez, o presidente da AIA, José Severino, sublinhou que o lançamento vai dar um novo impulso a agricultura e o apoio começar a ser abrangente em todas latitudes do país o que em sua opinião garantirá uma segurança alimentar em Angola.