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Zona Económica Especial recebe visita empresarial e entra nas contas de Israel

Os empresários israelitas estão interessados em investir e cooperar com algumas empresas que se encontram instaladas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, segundo o responsável da delegação da Câmara de Comércio de Israel, Morris Revah.

O empresário, que falava durante uma visita efectuada à ZEE, mostrou-se impressionado com a dimensão e qualidade do projecto a julgar pelas infra-estruturas básicas criadas.

Por isso, acrescentou que o parque industrial reúne condições favoráveis para responder às necessidades que os investidores apresentam na instalação das suas indústrias.
Morris Revah sublinhou que há a intenção da parte dos empresários israelitas de investirem na agricultura, nas tecnologias de informação, na comunicação, na energia eléctrica e na indústria.
“Assim que a situação financeira nacional e internacional estejam estabilizadas, avançaremos com alguns investimentos, criando pólos de desenvolvimento em Angola”, garantiu.

Constatação

Durante a visita efectuada pelos homens de negócio de Israel, os empresários mantiveram um encontro com a administração da ZEE. Visitaram, igualmente, a subestação eléctrica, estação de tratamento de água, o pólo comercial, assim como constataram “in loco” o grau de produtividade das unidades fabris Indupackage, Induplastic e Angtor, esta última que se dedica na produção e
comercialização de torneiras.
O director-geral da Angtor, Edson Lobito, disse que os empresários israelitas mostraram-se satisfeitos com a qualidade das torneiras produzidas localmente, por isso tencionam estabelecer futuras parcerias.
“Estamos com uma capacidade de produção anual de 96 mil torneiras, o que pode vir a triplicar se abraçarmos a tecnologia
israelita”, ressaltou.
Segundo o gestor, a empresa conta com uma facturação mensal que ronda os quatro milhões de kwanzas, mas tendo em conta a estratégia e a revisão do seu plano de negócios, a firma prevê alcançar uma facturação nos próximos seis meses de
45 milhões de kwanzas.
Actualmente, a empresa conta com 49 trabalhadores e espera empregar mais 15 com a aquisição de mais matéria-prima, o que permitirá alargar as horas de trabalho distribuídas em turnos.

Condições de acesso

De acordo com o director de Contabilidade e Finanças da ZEE, Joaquim Cristóvão, apesar da crise que assola o mercado, a sua administração continua a criar as condições de acesso para permitir a entrada de mais investidores
nacionais e estrangeiros.
O responsável disse que estão em funcionamento 37 fábricas e 103 unidades estão em fase de implementação. A meta é alargar o número de unidades fabris.
O contabilista frisou que a ZEE dispõe de 21 reservas com destaque para as mineiras, agrícolas e industriais, “por isso, pensamos que temos capacidade para atender às necessidades dos empresários israelitas”, destacou.
Acrescentou, que estão a ser loteados mais terrenos, assim como estão também a ser celebrados contratos de superfícies, afim de garantir a confiança do investidor.
Fez saber que no âmbito das suas responsabilidades institucionais, há uma vontade por parte do Executivo em apoiar não só aqueles que já se encontram instalados, mas também os que pretendem investir.
O responsável acredita que a curto prazo os grandes constrangimentos, sobretudo ligados a matéria-prima, serão resolvidos.

Investimento

A Zona Económica Especial (ZEE) continua a receber novos investimentos. Esta semana, por exemplo, foi aprovado um projecto de investimento privado denominado Tidiane Trading que visa a construção de uma unidade fabril para a produção de monoblocos e postes de iluminação pública.
Avaliado em mais de 10 milhões de dólares, o investimento prevê ainda a construção de duas naves de produção comportando uma linha de montagem de monoblocos de média tensão com capacidade anual de 120 unidades, uma linha de montagem de postes de ferro de iluminação pública com capacidade anual de 6.912.
Celebrado entre os responsáveis da Unidade Técnica de Investimento Privado (UTIP) e a Sociedade Tidiane Trading, estima-se que o projecto venha a criar 68 postos de trabalho directos, dos quais 60 destinados a nacionais e oito aos expatriados.