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Sonangol maximiza “know-how” dos parceiros

A acção objectiva que vem sendo implementada, desde Junho de 2016, pelo Conselho de Administração da Sonangol tem por finalidade ultrapassar o actual cenário de gestão de crise, para um posterior de estabilidade e rentabilidade do grupo.

A acção objectiva que vem sendo implementada, desde Junho de 2016, pelo Conselho de Administração da Sonangol tem por finalidade ultrapassar o actual cenário de gestão de crise, para um posterior de estabilidade e rentabilidade do grupo.
Conforme a presidente do grupo Sonangol, Isabel dos Santos, a petrolífera deverá trazer a experiência e o “know-how” de quem já passou pela crise noutros momentos, noutros contextos para ajudar a empresa a ser mais rápida na gestão da crise. Com isso, entende ser necessária a concentração da administração na geração de resultados, eliminação de desperdícios, optimização dos recursos e sua motivação, pois os mesmos devem fazer parte das mudanças, mostrando competência e energia para enfrentarem os desafios do mercado.
Neste sentido, a petrolífera avaliou um total de seis mil trabalhadores, no quadro da melhoria do quadro organizacional, perspectivando a evolução das competências técnicas, comportamental e das atitudes.

Rede hoteleira

No balanço recente, a rubrica de investimentos em imóveis no segmento de hotéis inclui, essencialmente, investimentos nos hotéis HCTA (32.4 triliões de kwanzas), Maianga (3.725 milhões), Florença (2.601 milhões) e Base do Kwanda (396 milhões).
A administração explica que estes hotéis estão a ser explorados por entidades terceiras ao abrigo de contratos, recebendo o Grupo rendas pela sua exploração.
Face às incertezas sobre a recuperabilidade dos investimentos realizados em unidades hoteleiras, o balanço avança que o Grupo realizou testes de imparidades que resultaram no reconhecimento de perdas nos activos HCTA (22.5 triliões de kwanzas), Hotel Riomar (6.4 triliões), Hotel Maianga (2.751 milhões) e Hotel Florença (493.3 milhões), encontrando-se as referidas perdas reflectidas na rubrica de resultados não operacionais.

Investimento no LNG

Os investimentos financeiros na Angola LNG Supply Services, Angola LNG Ltd, OPCO e SOMG correspondem a uma participação de 22,8 por cento em empresas responsáveis pela refinação de gás natural em Angola, na qual a Sonangol Gás Natural participa em conjunto com outros operadores, nomeadamente a Chevron com 36,4 por cento e a Total, BP Amoco e ENI, todas elas com 13,6 cada.
A empresa LNG Ltd corresponde à refinaria de gás e é o foco principal do investimento do consórcio. A LNG Supply Services é a empresa responsável por fazer o serviço de expedição das cargas entre a refinaria e o cliente final. A SOMG é a empresa responsável por fazer a manutenção e reparação das infra-estruturas da refinaria. Por seu lado a OPCO é a empresa responsável por fornecer os técnicos especializados na operação da refinaria.