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Seguro automóvel, segurado e segurança

As sociedades modernas desenvolvem-se com segurança, e o seguro é o pilar do desenvolvimento económico e social de qualquer nação.

As sociedades modernas desenvolvem-se com segurança, e o seguro é o pilar do desenvolvimento económico e social de qualquer nação.
No dia a dia da vida social, todos queremos estar em segurança e ver os seus bens seguros, mas poucos querem fazer um seguro. O Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel (SORCA) cobre danos materiais e corporais causados a terceiros até ao limite de capital contratado.
A participação do sinistro constitui a peça fundamental para a regularização dos sinistros de automóvel. Tão logo ocorra o sinistro, a seguradora deve ser notificada, no momento em que o segurado relata as circunstâncias em que ocorreu o acidente, bem como os danos que provocou ao terceiro.
Apesar de ser o seguro com maior taxa de sinistralidade em Angola, o SORCA é dos mais populares seguros entre outros seguros, pois está entre as contas das carteiras das seguradoras na primeira linha de abordagem em questões de subscrição e de análise financeira, assim como em termos de arrecadação de prémios. Este é entre muitos dados a ter em conta para podermos entender a sua importância para o mercado e para a vida das pessoas.
É preciso inovar, abrandar o tradicional e servir com qualidade e responsabilidade na actualidade.
As seguradoras precisam dinamizar e inovar a carteira de oferta do seguro automóvel, com estratégias de maior divulgação e flexibilidade de pagamento dos prémios neste ramo de actividade em particular. Hoje ter um carro passa a ser uma necessidade, o que significa que todos estamos preocupados em proteger o nosso bem, mas é importante que as seguradoras aumentem a qualidade de serviço, bem como a celeridade da regularização de sinistros.
O Decreto 35/09 de 11 de Agosto emana que, qualquer veículo a motor terrestre, seus reboques e semi-reboques que se desloquem na via pública na República de Angola em todo o território nacional deve obrigatoriamente estar coberto ao abrigo do Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel (SORCA).
De acordo com o Decreto nº 35/09 de 11 de Agosto, foi criada a lei que regulamenta o Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil. Isto é, todo utente de uma viatura deve subscrever em uma Seguradora à sua escolha o respectivo seguro, que cobre danos resultantes de responsabilidade civil automóvel que garante ao tomador ou segurado o pagamento da indemnização que lhe possa vir a ser exigida por um terceiro, em consequência de danos causados na pessoa desse terceiro ou nos seus bens por acidente com determinada viatura.
Esta garantia é dada pela seguradora mediante o pagamento de um prémio de seguro em contrapartida disponibiliza-se um capital para saldar os danos do eventual acidente.
O seguro de responsabilidade civil obrigatório resulta de outro modo da necessidade do Governo Angolano através da Arseg ( Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros) e das Seguradoras verem garantida a continuidade da vida do cidadão, quando lhe seja imputado um prejuízo em consequência de um acidente, assim ficam garantidas todas as preocupações de que este poderia acarretar com despesas inesperadas.
Em relação ao capital, valor disponível na seguradora para indemnizar o Sinistrado ou os sinistrados, está previsto por lei.
Existe um montante de capital máximo de indeminização para cada sinistro independentemente do número de pessoas lesadas. No caso de o total da indeminização ultrapassar o limite contratado reduz-se proporcionalmente até ao montante daquele capital contratado.
É importante que o segurado ou o tomador do seguro saiba das coberturas contratadas para que na altura do sinistro os seus direitos não sejam usurpados no decorrer da tramitação da regularização do sinistro.
Como sectores de apoio à actividade, a Arseg, a Polícia Nacional, o MAPTSS e outros actores jogam um papel vital e importantíssimo de modo a garantir a exequibilidade do seguro, isto é, deve continuar a existir da parte da Arseg a adaptação necessária e urgente de uma fiscalização mais acentuada e visível aos olhos dos segurados a fim de garantir a confiança entre as partes.
Deve-se acabar com o divórcio existente entre as seguradoras e os segurados resultante da má prestação e qualidade nos serviços oferecidos nos últimos tempos, pois notamos que o cidadão, de modo geral, perdeu confiança nas seguradoras, principalmente, pelo facto de haver muita morosidade no tratamento dos sinistros, o que faz com que muitos hoje subscrevam apenas o seguro automóvel para evitar complicações com as autoridades e não como uma garantia de salvaguardar o seu bem em caso de sinistro. Não deveria ser assim, pois os seguros existem para cobrir acidentes futuros.
Um outro órgão a ter em conta é a Polícia Nacional que deve selar um enlace matrimonial perfeito com as seguradoras, Academia de Seguros e outros agentes, de modo a estar mais e melhor formada, informada e preparada para actuar e prestar um bom serviço de utilidade pública aos segurados a todos os níveis.
O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), deve continuar a adoptar uma postura diferenciada e melhor, na medida em que estamos num mercado mais aberto e dinâmico, diz-se na “ponta de um click”, onde o segurado é mais atento e exigente em relação aos seus direitos, maior fiscalização e apoio precisam-se.
O decreto 35/09 vem trazer uma realidade na vida do cidadão até aqui desconhecida, mas ainda falta trabalho para a sua consolidação. É importante que as pessoas percebam e entendam o que é o seguro de responsabilidade civil automóvel, só assim estarão ávidas e melhor preparadas para embarcarem neste barco chamado seguro obrigatório, pelo contrário continuaremos na luta do “kuata-kuata”, o que não é bom para a sociedade.
Entendemos que as pessoas não devem viver na incerteza, cada vez mais é preciso estar seguro face às incertezas, transferir a responsabilidade de assegurar o seu nosso bem automóvel a um profissional passou ou passa a ser prioridade. Faça um seguro, os seguros ajudam a desenvolver e a revolucionar as sociedades.
Tranquilidade, paz, bem-estar social, reposição das perdas e reconstrução de uma vida singular ou colectiva estão na base da subscrição de um seguro de responsabilidade civil automóvel.
Será que estamos todos imbuídos do mesmo espírito?

Seguradoras seguem firme

A NOSSA Seguros fechou o ano de 2017 com um volume de negócios de cerca de 10 mil milhões de kwanzas, o que representa um crescimento de 63 por cento em relação a 2016. Este crescimento contrasta com o verificado no sector segurador nacional, que no exercício em análise atingiu apenas 8.
A Companhia viu crescer a maioria dos seus ramos de negócio, com destaque para o da saúde, que teve uma variação de 155 por cento em relação a 2016, contribuindo com 41 para o crescimento das receitas. O resultado líquido cresceu 17 por cento, para 963 milhões de kwanzas e a margem de solvência é de 184 – acima da média do sector em Angola – e fruto dos níveis de rentabilidade da empresa. Em 31 de Dezembro de 2017, o total de activos cifrava-se em 17 mil milhões de kwanzas. Os investimentos financeiros registaram um crescimento de 15 por cento, para 8.766 milhões de kwanzas, sendo a carteira da Companhia constituída em 59 por cento por títulos de dívida pública.

O ano económico 2017 do BIC Seguros registou um crescimento na ordem de 50 por cento, tendo emitido mais de 50 mil apólices. A carteira de clientes da seguradora conta com 40 mil assegurados. Cresceu mais no ramo não vida do que no ramo vida, tendo mais do que duplicado a sua carteira de cliente, fruto da utilização das mais de 200 agências do Banco BIC, maior accionista da seguradora. O volume de prémios brutos emitidos pelo BIC Seguros de Janeiro a Outubro de 2017 rondava Kz 2,5 mil milhões. “Procuramos prestar um serviço diferenciado no mercado, de modos a garantir aos nossos clientes mais segurança, transparência e proximidade”, frisou.
O BIC Seguros, um investimento de usd 15 milhões, cuja actividade empresarial começou em 2014, tornou-se na companhia com maior nível de expansão, “porque onde há uma agência do Banco BIC, há produtos de seguro e isso nos 227 pontos de atendimento do banco espalhados pelo país. A acção faz do BIC seguros um parceiro presente e activo.