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Produção local de frutas é desafio para investidores

Projecções do Executivo de curto prazo asseguram apoio prioritário para a indústria nacional de bebidas uma vez que o mercado possui potencialidades e níveis de consumo capazes de gerar rendas e empregos

O desafio actual da indústria angolana de bebidas é fazer face à importação que se observa. Tendo em conta o consumo interno, a falta de matéria-prima local e as dificuldades de aquisição de divisas devem ser contornadas pela captação de investimento e, deste modo, assegurar-se o surgimento de novas fábricas, sejam estas de pequena, média ou grande dimensão e nas zonas de maior potencial.
Recentemente, seis fabricas de bebidas, localizadas na comuna do Bom Jesus, município do Icolo e Bengo, em Luanda, foram visitadas por uma comitiva interministerial, que integrou o ministro da Economia, Abraão Gourgel, os secretários de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, e da Economia, Laura Alcântara Monteiro, assim como o vice-govervador do Banco Nacional de Angola, Manuel Dias.
Nas fábricas Mosvipo, que detém a Ákua Cristalina, Sumol+Compal, Cobeje, Vidrul, Angolatas e Refriango, a delegação multi-sectorial avaliou as condições actuais, os investimentos realizados, a formação de pessoal, bem como o impacto da actividade na economia nacional rumo à exportação. A iniciativa foi da Associação da Indústria de Bebidas de Angola (AIBA).

Desafios
A secretária de Estado da Economia, Laura Alcântara Monteiro, lançou o repto aos investidores nacionais e estrangeiros a apostarem na produção de matéria-prima em grande escala, localemente, consubstanciada em frutas e cereais para que se possa sustentar o sector de bebidas.
Há necessidade urgente da construção de fileiras de produção, sobretudo de frutas tropicais, como manga, laranja, maracujá goiaba, que resultem em sumos e refrigerantes, uma vez que são os de maior procura interna.
Outro aspecto salientado pela Laura Monteiro é o surgimento de uma indústria para a transformação de polpas, “mas o primeiro passo é a quantidade e qualidade de frutas para abastecer o mercado nacional”.

Actuação
O ministério da Economia vai trabalhar em coordenação com o ministério da Agricultura para incentivar os empresários a produzirem milho, açúcar, latas de alumínio e outros produtos de que a indústria necessita.
A indústria de bebidas é o que mais cresce em Angola, e pode no futuro ajudar a alavancar a economia nacional. O crescimento do sector vai permitir com que no curto prazo se ruduzam as importações de bebidas e criem-se mais empregos, situação que permitirá às famílias a obtenção de um rendimento e melhoria do seu bem-estar.
Os governantes que radiografaram as unidades fabris de Luanda ficaram satisfeitos com o crescimento da indústria, sendo o sector fundamental para ajudar na saída da crise, dentro da estratégia definida pelo Executivo. Os diferentes sectores representados por mais altos responsáveis asseguraram o contínuo apoio às iniciativas empresariais, a julgar pelos resultados animadores.
Para o secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, o Executivo tem feito um esforço no sentido de apoiar o sector, sobretudo nesta altura difícil da economia.
Kiala Gabriel reconheceu que o nível de produção está a quem das expectativas, mas os esforços empreendidos poderão dar no futuro resultados satisfatórios.
Um dos desafios é aposta na aquisição de matérias-primas locais. Por isso, o Executivo tem apelado para que hajam mais investimentos privados, pois só desta forma se poderá vencer os desafios e o alavancar ainda mais o sector.